“A Magia dos Partos na Água”
Informação retirada do site GimnoGrávida:
“ (…) Já há uma história de mais de 30 anos de experiência em nascimentos dentro de água um pouco por todo o Mundo, com resultados bastante satisfatórios e que vêm deitar por terra algumas críticas de alguns profissionais de saúde sobre o nascimento dentro de água.
“A grande diferença entre o parto natural humanizado em terra e um parto natural humanizado dentro de água é mesmo apenas a inclusão do elemento água, como um recurso natural, não invasivo e seguro de relaxamento e de controlo da dor durante o trabalho de parto, assim como um meio suave e delicado para receber o bebé no momento do seu nascimento”, explica Isabel Ferreira, Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica da Gimnográvida.
Todas as mulheres com gravidez de termo (com mais de 37 semanas de gravidez), de baixo risco, ou seja, sem contra-indicações absolutas para um parto por via vaginal, que pretendem ter um parto natural sem recurso a medicamentos para redução da dor, têm os requisitos mínimos para se candidatarem a um parto dentro de água.
“O parto na água destina-se a todas as mulheres que reconhecem em si o poder relaxante da água e que pretendem ter um parto natural com total liberdade de movimentos“, explica Isabel Ferreira. (…)
Acabar com os mitos
“Existem actualmente estudos científicos que confirmam a segurança e a eficácia do nascimento dentro de água“. Isabel Ferreira refere que uma das perguntas mais frequentes é se há algum perigo de afogamento para o bebé. A resposta tranquiliza as leitoras mais ansiosas: “O bebé tem o reflexo de mergulho, ou seja, enquanto a sua face não entra em contacto com o ar, ele não inicia a respiração e a sua laringe encontra-se fechada, impedindo a entrada de água nos seus pulmões. O oxigénio, enquanto o bebé está debaixo de água, é fornecido pelo sangue materno, através do cordão umbilical“. Se acontecerem situações emergentes dentro de água, pode ser necessário que a mulher saia para fora, embora não seja muito frequente.
A água não retira toda a sensação dolorosa do parto, mas apenas a reduz um pouco. “A mulher sente as contracções de forma intensa, mas é incentivada a não lutar contra elas e sim aceitá-las como algo natural e fisiológico, num processo intenso que lhe irá dar a energia para conseguir ter a força necessária para empurrar o seu bebé para o mundo exterior a si”, fundamenta Isabel Ferreira.
Como decorre o parto dentro de água
Para que se garanta a segurança dentro de água, deverão ser garantidas as condições de água a utilizar para encher a piscina, que deverá ser potável e com a temperatura mantida entre os 35ºC e os 37ºC. “A banheira deverá encher-se com água até ao peito da mãe, quando em posição de sentada. Para potenciar os efeitos da água, a mulher deverá ser incentivada a entrar na água assim que estiver com uma dilatação uterina de 4/5 cm. Antes disso, poderá beneficiar dos efeitos da água utilizando chuveiro com água fria ou quente”, explica a Enfermeira da Gimnográvida.
O parto deverá ser acompanhado por enfermeiras ou médicos especialistas em saúde materna e obstétrica, com o mesmo profissionalismo e conhecimento com que acompanham o parto natural humanizado em terra. “Sempre que se verificar a necessidade de intervenção específica que impeça o parto dentro de água (como por exemplo a necessidade emergente de aplicação de uma ventosa ou de uma cesariana), deverá ser solicitado à mulher que saia da água, informando-a dos motivos desta orientação clínica”, diz-nos Isabel Ferreira.
Ao entrar na água, as futuras mães exprimem um enorme sentimento de relaxamento físico e emocional, um maior sentimento de leveza e uma maior facilidade de movimentação, associando-se “uma significativa redução da dor e do desconforto durante todo o processo de nascimento do seu filho. O companheiro também pode entrar e ajudar em todo o processo”, adianta a enfermeira entrevistada pela Mãe Ideal.
O momento em que o bebé vem ao mundo é de uma magia intensa. “A cabeça e o corpo saem de dentro do corpo da mãe de uma forma suave e dentro de água, o recém-nascido flutua e abre e fecha os seus pequeninos olhos, explorando pela primeira vez o novo mundo. Impulsiona-se de seguida para a tona da água, em direcção à mãe, mostrando que nasce já com a capacidade de nadar na direcção de quem reconhece como sua cuidadora e protectora. A mãe acolhe-a suavemente nos seus braços, emocionada”, conclui Isabel Ferreira.
Benefícios dos partos dentro de água
- Aumento do relaxamento e uma significativa diminuição da dor materna. Há uma maior progressão do trabalho de parto;
- Aumento da oxigenação do feto durante o trabalho de parto: como a mãe está mais relaxada, a sua respiração é usualmente mais calma, profunda e eficaz, pelo que os gastos em oxigénio são menores e chegam em maior quantidade ao feto, promovendo o seu bem-estar;
- Aumento da elasticidade materna, o que diminui o risco de lacerações vaginais e perineais durante o parto;
- A liberdade de movimentos e posicionamento da mãe conduz usualmente a uma descida mais rápida e menos traumática do feto pelo canal de parto, pelo que usualmente a imersão em água durante o trabalho de parto está associada a uma menor necessidade de intervenções obstétricas, tais como a utilização de fórceps, ventosas ou o recurso à cesariana.“
Fonte: Revista Mãe Ideal, Novembro 2008
Estudos científicos sobre a segurança de um parto dentro de água:
1. Labour and birth in water in England and Wales – ALDERDICE 1995
2. Immersion in water in pregnancy, labour and birth – CLUETT 1997
3. Immersion in water in pregnancy, labour and birth – CLUETT 2002
4. Perinatal mortality and morbidity among babies delivered in water: surveillance study and postal survey – GILBERT 1999
5. Water immersion during labor and/or birth: A review of the literature
6. The Effects of Whirpool Baths in Labour: A randomized, contolled trial – RUSH 1996
7. Does water birth increase the risk of neonatal infection? – THOENI 2005
8. Water contamination and the rate of infections for water births – THOENI 2001
9. Maternal and neonatal infections and obstetrical outcome in water birth. – ZANETTI 2006
10. Water birth: is the water an additional reservoir for group B streptococcus? – ZANETTI 2006
11. Water birth, more than a trendy alternative: a prospective, observational study. – ZANETTI 2006
Filed under: Parto na Água on Fevereiro 5th, 2010




Enfim.. desculpem mas isto não me parece mais do que caprichos… é como esta história dos partos domiciliarios de novo.. parece que ainda estamos na pre-historia. Não passam de modas, que acarretam perigos para o bebe e para as mães, que demonstram muito egoismo ao optarem por ter os filhos nestas condições.
Desculpe lá, mas então o que é que está a fazer num blog sobre Rituais Maternos? Inacreditável!
Ainda bem que tenho o blog no meu reader, porque assim sou avisada deste tipo de intervenções, completamente descabidas.
Então mas a Senhora acha que o Parto Humanizado é uma moda? então deve ser uma moda que está em vigor desde que existe Humanidade.
SANTA ignorancia! acho que a Sra Ana está no blog errado, nós que acreditamos no poder da Mulher e da natureza estamos muito bem aqui no nosso cantinho, porque é que nos vêm xatear??!!?
Que seu saiba ainda vivemos numa democracia onde podemos expressar a nossa opinião…
Ermmmm opinião = critica desmedida?????
Bom vamos tentar compreender as razões que levam a Sra. Ana a ter esta opinião.
Na realidade o parto Humanizado não é mais do que a expressão da forma como a natureza funciona, ou seja, não é propriamente um artifice pensado e imposto pelo Homem, sujeito a melhorias, rectificações, e “modas”. Por sinal, a Medicina é uma matéria alegadamente construída e baseada na observação da natureza, ou seja, existe uma relação subalterna da medicina perante a natureza, e não o contrário.
Podemos inclusivamente afirmar sem qualquer enclave que a Medicina serve a Natureza, e não o processo oposto. Todavia, como temos vindo a verificar, lamentavelmente esta relação tem vindo a ser deturpada, o que origina opiniões como a sua, certamente sem malícia, mas pouco informadas, que colocam o processo do nascimento sem assistência medica como um processo pouco elaborado, rude, e desprovido de razão. Ora, nada pode estar mais longe da realidade, uma vez que o processo do nascimento, é inatamente NATURAL, ou seja, não necessita de qualquer tipo de assistência externa como a medicina nos quer levar a pensar.
a doula nereida abateu o animal.
Se é natural porque é que praticamente todo o mundo moderno tem os filhos no Hospital?
Olá a todas!
Cara Ana,
Claro que tem direito a dar a sua opinião, mas penso que o que chateou tanto a Mareilas, a Nirninha e a Mãede6 foi a forma como se exprimiu.
Pessoalmente não acho que o parto na água ou até o parto domiciliário seja uma questão de moda. As mulheres apenas procuram ser respeitadas num momento tão importante das suas vidas.
Como deve saber nem sempre somos respeitadas nos nossos hospitais (públicos ou privados).
É só a minha opinião, mas procurar ter o parto que achamos ser o melhor para nós e para o nosso bebé não é pré-histórico.
E a Ana está enganada quando diz que essas mulheres são egoístas. Pois a verdade é que elas estão a pensar em dar o melhor nascimento aos seus bebés, não se tratam de caprichos.
Pense assim, acha que uma mulher que pretende levar epidural porque está com dores insuportáveis é caprichosa? Concerteza que não! Então aplica-se o mesmo conceito a uma mulher que pretenda aliviar as dores ficando dentro de água.
Sra. Ana, essa é a questão que TODAS nos colocamos, e que toda a sociedade se deve colocar.
A MJ mais uma vez veio trazer o bom senso para a mesa.
Querida Nereida!
Ai que bom vê-la por aqui.
Precisava tanto de falar consigo. Como é que a posso contactar? Pode dar-me o seu email?
Se não quiser deixar aqui, pode escrever-me para: info@rituaismaternos.com
Beijinhos
Este blog transpira de bom senso. Sra Ana, leia com atenção o que a Blogger e a Doula Nereida escreveram, penso que pode ser muito útil para o seu futuro!
Obrigada Rituais Maternos, mas a epidural é usada como recurso à dor, o parto na água não está provado que atenua a dor.
É mesmo isso MJ, aliás esta forma de defender as ideias é típica das pessoas que não estão abertas a novas ideias.
Depois somos nós as fundamentalistas. lol
Ana,
Respondendo à sua questão, na minha modesta opinião, e até me poderá chamar de sonhadora, idealista (eu não me importo, sou mesmo
):
Porque deixámos de acreditar na Mãe Natureza, deixámos de acreditar no nosso corpo.
Somos ensinadas desde o berço que não conseguimos parir sem tecnologia, sem médicos e isso provoca um medo avassalador em nós. É muito fácil sermos convencidas disso, principalmente quando nos encontramos grávidas.
A medicina existe para quando é realmente necessária. Parir não é um acto médico. Parto não é patologia!
Minha querida MJ, vou conctacta-la sem dúvida!
Sra. Ana Silva, neste momento estou com pressa, mas mais tarde voltarei aqui para continuar esta conversa.
Ana,
A principal razão porque se recorre ao parto na água é mesmo para aliviar a dor das contracções. Tem essa informação no tópico.
E também tem os links para vários artigos científicos.
As próprias mulheres que já tiveram um parto na água, falam isso mesmo, que as dores aliviaram quando entraram dentro de água.
Não sei se sabe, mas alguns hospitais públicos portugueses já começam a ter esta opção. Apesar de ainda não permitirem a expulsão dentro de água.
BlogerMaluka e Miramar, muito obrigada pelos elogios.
Mareilas, pois o termo “fundamentalistas” é de facto muito forte e muitas vezes usado, infelizmente, contra as pessoas que defendem o parto natural.
Querida Nereida, fico então a aguardar o seu contacto.