“Ajuda para um trabalho jornalístico”

Vi esta informação no blog da Doula Catarina Pardal e achei importante divulgar:

A ideia é falar das coisas que se dizem às grávidas em trabalho de parto. Especialmente as(os) enfermeiras(os), mas também os anestesistas e os médicos. Isto no sentido mau, claro. Do género: «Quando estavas a fazê-lo não gritavas pois não?» E outros que podem ser considerados mais soft, mas que também incomodam, como mandar calar ou dizer «vá lá, porte-se bem». Ou qualquer comentário pouco apropriado para quem está numa situação vulnerável como é estar a parir num hospital.

Não te cales, se alguém te disse algo que não gostaste em Trabalho de Parto contacta-me para te encaminhar para uma jornalista.

As futuras mães agradecem!

5 Responses to ““Ajuda para um trabalho jornalístico””

  1. ou..”Se continuar a defecar assim vai ter vamos ter que a limpar” como eu ouvi na Alf. Da Costa.

  2. Olá Ana!

    Lamento que tenha ouvido um comentário tão constrangedor. :( Realmente existem profissionais de saúde pouco sensíveis a um momento tão belo e íntimo como é o nascimento de um bebé.

    Contacte a Doula Catarina Pardal e exponha o seu caso. É muito importante que se saiba como tratam as mães, nos “nossos” hospitais.

    MJ

  3. Que horror Ana. E apresentou queixa?

    p.s. à blogger Maria João, obg pelos feeds, e boa funcionalidade do twitter, as pessoas da minha área agradecem.

  4. Olá Ana Filipa!

    Eu é que agradeço o vosso feedback. :)

    MJ

  5. É urgente que todas as mulheres sejam bem informadas sobre os diferentes tipos de partos que há, como por exemplo parto natural, pois há óbstetras que dizem que não têm obrigação de dar informação ou então dão informação incompleta ,e não explicam os riscos e os objetivos de determinada intervenção, por isto eu acho que é URGENTE informar a todas as mulheres pois existe muita ignorancia.
    Também é importante que a mulher tenha na altura do parto uma atitude ativa, uma voz autoritaria, que não admita faltas de respeitos, por vezes ouvimos comentários desagradáveis e não nos damos de conta que nos estão a faltar o RESPEITO, a mulher e o marido não devem admitir que esta seja tratada como criança, ou ignorante, ou doente, isto só vai mudar quando a mulher mudar de atitude no parto, temos que acabar com essa atitude submissa e passiva perante indicações médicas, temos que começar a questionar todas as intervenções médicas que achemos desnecesárias.
    Os profissionais de saúde que não RESPEITEM uma parturiente, ou mudam de atitude ou então têm que mudar de profissão, um obstetra que não respeite uma parturiente não merece ser obstetra, nem merece que lhe chamen de Dr/Dra, quem não respeita uma parturiente também não respeita um ser humano, aproveitam-se que a mulher está numa fase vulnerável.
    Queria pedir a todas as mulheres que não admitam faltas de respeito, não admitam que sejam tratadas com infantilismos, “se querias informação fosses para um privado” outro comentário de obstetra “se querias parto normal ficasses em casa”.
    As mulheres devem saber que têm o direito de saber os objetivos e os riscos de determinada intervenção, têm o direito de serem tratadas com respeito, dignidade, privacidade; se estes direitos forem violados escrevam no livro de reclamação ou escrevam uma carta à Ordem dos Médicos, se todas as mulheres reclamasem alguma coisa haveria de mudar.
    Eu estou a planear ter um parto domiciliar natural porque quero que meu filho venha para este mundo com segurança,amor, paz, respeito e dignidade que qualquer ser humano mereçe, e porque não estou de acordo com intervenções desnecessárias, também porque tenho a certeza que não vou ser respeitada no hospital e eu não estou para aturar isto.

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