“Babywearing”

Hoje em dia, algumas mães e pais optam por transportar os bebés junto ao corpo, ao invés de utilizarem o carrinho. Mas esta não é uma ideia recente, ela é muito antiga entre os povos da Ásia, África e América do Sul.
Afinal, qual é o bebé que não gosta de ir juntinho ao corpo da mãe, sentindo a sua respiração, o seu calor e o seu cheiro, que tanta segurança lhe transmitem? Penso que esta é a maior vantagem do “babywearing”, o contacto físico, que permite um maior vínculo afectivo entre mãe e filho.

Este é um excerto de um artigo da revista PAIS & Filhos:

Natália Martins, fisioterapeuta no Hospital Distrital de Pombal, começou a investigar os benefícios do pano devido à sua aplicação no tratamento da displasia de desenvolvimento da anca, um defeito na articulação da anca em que a cabeça do fémur não se encontra correctamente colocada na respectiva cavidade.

Esta doença é diagnosticada, geralmente, à nascença e exige um tratamento complicado. Nos casos mais severos pode mesmo ser necessária uma intervenção cirúrgica ou a utilização de um aparelho que obrigue as pernas a ficarem afastadas, permitindo que o fémur rode na cavidade da anca. «A postura vertical que o pano proporciona ao bebé é óptima e indicada para este problema. De uma forma agradável está a contribuir-se para a sua correcção», refere a fisioterapeuta, frisando que os benefícios estendem-se também aos bebés que não têm este problema, como forma de prevenção. «Os ligamentos do bebé ainda estão em formação, por isso manter as pernas afastadas é a melhor posição possível para prevenir a manifestação da doença.»

Natália Martins acredita que os casos de displasia da anca estão a aumentar devido a hábitos que se perderam: «Antes havia muito menos diagnóstico porque as mães andavam mais com os bebés ao colo, encaixados na anca, e também por causa das fraldas de pano. Ambas as situações obrigavam os bebés a permanecer mais tempo com as pernas afastadas e evitavam a manifestação da doença.» Por isso, para a fisioterapeuta, o pano é o meio de transporte de eleição para o bebé, sendo também benéfico para a mãe. «É normal a mãe ter dores nas costas no período pós-parto devido à fraqueza dos músculos abdominais e à sobrecarga física causada pelos cuidados ao bebé. Andar com o bebé no ovo só agrava a situação devido ao peso do conjunto e ao facto de provocar um desvio grande na coluna. Com o pano, a posição da mãe está correcta porque o peso está equilibrado. Para o bebé também é melhor do que estar sempre sentado no ovo.»”

Texto: Patrícia Lamúrias
19 Janeiro 2009

Além do pano existem outros tipos de porta-bebés, como o pouch sling, o sling de argolas, o mei-tai e a manduca (este último é uma versão mais “moderna”). Se optarem por um porta-bebés informem-se sobre as vantagens específicas de cada tipo e, muito importante, informem-se sobre as posições correctas em que podem transportar os vossos bebés.

Encontram vários tipos de porta-bebés aqui e aqui.

One Response to ““Babywearing””

  1. [...] aqui um vídeo para complementar o post sobre “Babywearing“. Penso que assim ficarão melhor elucidados em relação a este [...]

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