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	<title>Rituais Maternos &#187; A Placenta</title>
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		<title>&#8220;A Importância da Placenta&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 11:03:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Placenta]]></category>
		<category><![CDATA[Gravidez]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;(&#8230;) A placenta é um órgão transitório que se forma com o embrião e cuja localização correcta e normal funcionamento são essenciais para um bom desenvolvimento da gravidez, do parto e do pós-parto imediato. (&#8230;) A placenta funciona como um filtro entre o sangue materno e o sangue fetal, possuindo circulação materna de um dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;</strong>(&#8230;) A placenta é um órgão transitório que se forma com o embrião e cuja localização correcta e normal funcionamento são essenciais para um bom desenvolvimento da gravidez, do parto e do pós-parto imediato.</p>
<p>(&#8230;) <span style="text-decoration: underline;">A placenta funciona como um <strong>filtro entre o sangue materno e o sangue fetal</strong>, possuindo circulação materna de um dos lados e circulação fetal do outro, separadas por uma barreira membranosa</span>. Quando o sangue fetal atravessa o cordão umbilical e percorre a placenta, <strong>recebe nutrientes e oxigénio  do sangue materno e </strong><strong>liberta dióxido de carbono e produtos de degradação fetal</strong> (ureia, creatinina, ácido úrico) para a circulação materna, regressando ao feto para novamente o alimentar, oxigenar e purificar.</p>
<p>Algumas substâncias, como os lípidos, não chegam sequer ao feto, uma vez que o fígado deste não tem capacidade metabólica durante a maior parte da gravidez. <span style="text-decoration: underline;">Os lípidos são, então, armazenados na placenta até às últimas 10 semanas da gestação, altura em que o fígado fetal começa a funcionar, sendo, a partir daí, lentamente libertados para a circulação fetal</span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Três em um</strong></span><br />
É por estas e por outras razões que se considera a placenta um órgão extremamente complexo, pois <span style="text-decoration: underline;">desempenha para o feto múltiplas funções, que no adulto implicam a existência de pulmões, rins e fígado</span> (e é a isto que se pode chamar 3 em 1!).</p>
<p>Este filtro, apesar de permeável à maioria das substâncias, tem alguma capacidade selectiva, <strong>não permitindo a passagem de insulina, heparina e dióxido de carbono, substâncias nocivas para o feto. </strong></p>
<p><strong>Também para algumas infecções como a toxoplasmose, a infecção a citomegalovírus e mesmo a provocada pelo HIV, a placenta exibe notáveis funções protectoras, reduzindo, de forma significativa a transmissão vertical (a que acontece entre mãe e filho). Infelizmente, o álcool e as drogas passam da circulação materna para a fetal. O tabaco também afecta o desenvolvimento fetal, não só por comprometer a normal oxigenação fetal, como por aumentar a incidência de abortos do segundo trimestre e de descolamento prematuro da placenta </strong>(ver à frente),<strong> entre outras complicações graves da gravidez. Os medicamentos também atravessam a barreira placentar, daí a razão pela qual muitos estão contra-indicados</strong>. (&#8230;)</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Placenta prévia</strong></span><br />
<span style="text-decoration: underline;">Quando a placenta se insere na <strong>porção inferior do útero</strong>, cobrindo parcial ou completamente o orifício interno do colo uterino (porta de saída da cavidade uterina), diz-se estar na presença de placenta prévia. No entanto, se lhe disserem que a sua placenta é prévia na ecografia do 2º trimestre (entre as 20 e as 22 semanas de gravidez), isso não significa que tal se verifique no final da gravidez</span>. Com efeito, das cerca de <strong>40% das placentas consideradas prévias nessa idade gestacional, apenas 1 a 4% serão prévias no termo da gravidez</strong>. O diagnóstico de placenta prévia é feito através de ecografia com sonda endovaginal (colocada na vagina, permitindo observar o orifício interno do colo uterino). Esta situação acontece uma vez em cada 200 gravidezes. <span style="text-decoration: underline;">Pode manifestar-se clinicamente por hemorragia vaginal, estando associada a parto pré-termo e implica intervenção obstétrica, com recurso a cesariana</span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Placenta acreta</strong></span><br />
<span style="text-decoration: underline;">Se a placenta se insere na cavidade uterina, mas se desenvolve em <strong>profundidade</strong>, atingindo as camadas musculares da parede uterina</span>, adquire a designação de acreta. Se a penetração do tecido placentar na parede uterina for profunda, <span style="text-decoration: underline;">pode impossibilitar a dequitadura (saída da placenta) após o parto, provocando hemorragia incontrolável da mãe</span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Nestas circunstâncias, é muitas vezes necessário proceder a uma histerectomia (remoção cirúrgica do útero) para controlo hemorrágico materno. No entanto, existem alternativas terapêuticas que podem ser usadas nalguns casos seleccionados</span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Descolamento de placenta ou abruptio placenta</strong></span><br />
É uma situação grave que <span style="text-decoration: underline;">ocorre quando a placenta se separa da parede uterina, antes ou durante o trabalho de parto. Esta situação ocorre apenas em 1% das gravidezes e é <strong>mais frequente nas últimas 12 semanas</strong> da gestação. Está associada a consumo de cocaína, <strong>tabagismo</strong>, <strong>pré-eclâmpsia</strong> (subida da tensão arterial acompanhada de inchaço por retenção de fluidos e mau funcionamento renal), <strong>traumatismos </strong>significativos e também <strong>placenta prévia</strong>. No entanto, na maioria das vezes, surge em grávidas sem factores de risco aparentes. Clinicamente, pode manifestar-se por <strong>hemorragia vaginal e/ou dor abdominal</strong>, não necessariamente relacionada com as contracções uterinas</span>. (&#8230;)<strong>&#8220;</strong></p>
<p>Texto: Patrícia Serafim<br />
Revista PAIS &amp; Filhos<br />
14 Março 2007</p>
<p>Podem ler o artigo completo <a href="http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=210&amp;Itemid=67&amp;limit=1&amp;limitstart=0" target="_blank">aqui</a>.
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