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	<title>Rituais Maternos &#187; Co-Sleeping</title>
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		<title>&#8220;Dormir com os pais não é prejudicial para as crianças&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 15:57:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Co-Sleeping]]></category>
		<category><![CDATA[O Sono do Bebé]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Não existe qualquer ligação entre dormir na cama dos pais e o surgimento de problemas cognitivos e de comportamento. Partilhar a cama com os filhos é uma das práticas educativas mais polémicas. Mas talvez seja também aquela que todos os pais, a certa altura já experimentaram. Mesmo aqueles que a consideram negativa. Os que confiam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.rituaismaternos.com/wp-content/uploads/2011/11/220.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3297" title="220" src="http://www.rituaismaternos.com/wp-content/uploads/2011/11/220.jpg" alt="" width="220" height="181" /></a>&#8220;Não existe qualquer ligação entre dormir na cama dos pais e o surgimento de problemas cognitivos e de comportamento.</p>
<p>Partilhar a cama com os filhos é uma das práticas educativas mais polémicas. Mas talvez seja também aquela que todos os pais, a certa altura já experimentaram. Mesmo aqueles que a consideram negativa.</p>
<p>Os que confiam mais no instinto, defendem que dormir em família é saudável e recomenda-se. Mas muitas são as vozes que se levantam contra os perigos. Apesar de favorecer a amamentação, a comunidade científica desaconselha esta prática pois dormir com os pais nos primeiros meses de vida aumenta o risco de Síndrome da Morte Súbita.</p>
<p>Em relação às crianças mais crescidas, a partir do primeiro ano de vida, é voz corrente que a cama dos pais é nociva para o desenvolvimento psicossocial, pois torna-as mais dependentes, não favorecendo a autonomia. Mas será realmente assim? Poucos estudos foram feitos no sentido de compreender os efeitos de partilhar a cama dos pais, mas ideias feitas existem muitas.</p>
<p>Na edição de Agosto do jornal <em>Pediatrics</em> pode ler-se a apresentação de um estudo que analisou o desenvolvimento de 944 crianças. Foram avaliadas aos 12 meses, aos dois anos, aos três e aos cinco. Os autores declaram que não foram encontradas diferenças quanto ao comportamento e desenvolvimento cognitivo entre as crianças que partilharam a cama dos pais e aquelas que dormiram na sua própria cama. E não foi estabelecida qualquer ligação entre problemas cognitivos e de comportamento e o facto de se ter dormido com os pais.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Por isso, os pais devem tomar decisões quanto ao local onde as crianças dormem baseados nas suas especificidades enquanto família e escolhendo em função da forma que acreditam ser aquela que mais contribui para a qualidade de sono da criança e da família</span>.&#8221;</p>
<p>Texto de Ana Esteves, Revista <a href="http://www.mae.iol.pt/criancas/sono-familia/1267371-5539.html" target="_blank">IOL Mãe</a> (2011-07-18)</p>
<p><span style="color: #2499da;"><em>Já tinha partilhado <a href="http://www.rituaismaternos.com/dormir-com-os-pais-2/" target="_blank">a minha história</a> aqui no blog RM. Actualmente o meu filho, com mais de 12 meses, ainda dorme comigo. Deito-o ao meu lado até ele adormecer e depois ponho-o na cama dele que fica ao lado da minha. Durante a noite costuma choramingar, dou-lhe a mão, faço-lhe festinhas, digo-lhe que estou ali, às vezes canto e vejo a reacção dele. Algumas vezes sossega, outras começa a chorar mais intensamente, senta-se ou põe-se de pé (meio a dormir). Por isso regra geral tiro-o da cama dele e deito-o ao meu lado, onde dorme até de manhã (algumas vezes continuando a mexer-se). Mais raramente lá houve uma ou duas vezes que dormiu a noite toda na cama dele, só vindo para a minha já de dia. Tem dias em que acorda mal disposto, mas muitas vezes é uma delícia vê-lo abrir os olhinhos, sorrir para mim e ficarmos os 2 na cama por alguns minutos numa &#8220;ronha&#8221; matinal. <img src='http://www.rituaismaternos.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  Neste momento estou a passar uma temporada no campo e sem dúvida que houve uma melhoria no sono do meu filho. Sim, ainda não tem um sono tranquilo e já não sei há muito tempo o que é deitar-me, adormecer e só acordar de manhã. Mas também já não sou apenas Mulher, sou também Mãe! <img src='http://www.rituaismaternos.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  E sei que com o tempo o meu filho irá ter um sono mais tranquilo e conseguirá dormir a noite toda na sua cama e no seu quarto, mas tudo a seu tempo. <img src='http://www.rituaismaternos.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </em></span>
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		<title>&#8220;Dormir com os pais&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jul 2011 15:23:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Co-Sleeping]]></category>
		<category><![CDATA[O Sono do Bebé]]></category>
		<category><![CDATA[Sono do Bebé]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Quem tem filhos sabe que a educação não é um conjunto de regras adquiridas, compiladas em manual, que basta seguir para ter como resultado crianças seguras, felizes e bem educadas. Quem tem filhos sabe que o caminho da educação faz-se andando, ou seja, adaptando as convicções de adultos sem filhos às crianças que nos calharam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;<strong>Quem tem filhos sabe que a educação não é um conjunto de regras adquiridas, compiladas em manual, que basta seguir para ter como resultado crianças seguras, felizes e bem educadas.</strong></p>
<p><strong>Quem tem filhos sabe que o caminho da educação faz-se andando, ou seja, adaptando as convicções de adultos sem filhos às crianças que nos calharam em sorte. Teorias há muitas e para quase todas à quem defenda o contrário.</strong></p>
<p>Uma das mais polémicas é a que respeita ao sono. Ensinaram-nos a acreditar que os bebés devem dormir no seu berço e mais crescidos na sua cama. Que dormir com os pais é um péssimo hábito. Que os torna dependentes e mimados. Que devemos ensinar os nossos filhos a dormir a noite inteira, sozinhos nos seus quartos. Aliás, é a pergunta que mais nos fazem quando temos um bebé: «Já dorme a noite inteira?»</p>
<p><strong>É cultural esta tendência para tornar desde cedo as crianças autónomas dos pais. Uma necessidade para quando tem de se trabalhar o dia inteiro longe dos filhos. Noutras culturas, não é assim. A autonomia conquista-se gradualmente, não é imposta, não é «ensinada». Por isso, há quem defenda que o sono seja partilhado, ou seja, que as crianças possam dormir com os pais enquanto isso lhes der segurança e conforto.</strong> Em inglês, chamam-lhe co-sleeping, uma prática que parece ter cada vez mais adeptos, segundo estudos realizados nos EUA. Contra a corrente, são poucos os pediatras ou especialistas em desenvolvimento infantil que o defendam. Mas já existem.</p>
<p>Em entrevista à jornalista Maria João Amorim, <strong>Pedro Caldeira da Silva, pedopsiquiatra</strong> do Hospital Dona Estefânia, defendeu recentemente que esse é um dos conselhos que dá aos pais de bebés irritáveis ou difíceis de acalmar: «<strong>O medo de que os bebés se tornem «mimados» ou cheios de vícios por dormirem com os pais é infundado, esclarece. «Dormir em família pode ajudar a regular o sono. Os bebés tornam-se mais calmos e os pais mais tranquilos.» O importante, na opinião deste especialista, é que os pais conheçam o seu bebé, as suas características e necessidades individuais, e não sigam indicações generalistas.</strong></p>
<p>Também recentemente, no site do reconhecido <strong>pediatra William Sears</strong>, foi publicado um artigo que aponta os principais benefícios, a nível de saúde e de desenvolvimento, do co-sleeping. <strong>Na sua opinião não há um sítio correcto para o bebé dormir. São os pais que têm de descobrir o que é melhor para o seu bebé.</strong>&#8221; (&#8230;)</p>
<p>Texto de Ana Esteves<br />
Revista IOL Mãe<br />
2011-07-04</p>
<p>Aconselho a lerem o artigo completo <a href="http://www.mae.iol.pt/artigo.html?id=1067652&amp;div_id=3646" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p><span style="color: #339966;"><span style="text-decoration: underline;"><em>A minha experiência</em></span></span></p>
<p><span style="color: #339966;"><em>Nos primeiros dias de vida do meu filho, ele dormia no berço &#8220;colado&#8221; à nossa cama, sem grades a separar-nos. Os colchões estavam ao mesmo nível e por isso era como se dormíssemos os 3 na mesma cama. Eu dormia do lado do berço para ser mais fácil amamentar, embora não o fizesse deitada, sentava-me, pegava no bebé e dava-lhe maminha assim.</em></span></p>
<p><span style="color: #339966;"><em>Entretanto fui para casa dos meus pais, para ter mais ajuda, e fiquei por lá algum tempo. Nessa altura o bebé dormia num berço normal encostado à minha cama e eu continuei a dar-lhe de mamar sentada, mas confesso que foi muito cansativo para mim ter que me debruçar sobre o berço, pegar nele e voltar a deitá-lo tantas vezes durante a noite. Ao amanhecer acabava por colocá-lo na minha cama, já exausta e dava-lhe de mamar deitada, embora fosse desconfortável para mim. Andava quase sempre com muitas dores na zona lombar.</em></span></p>
<p><span style="color: #339966;"><em>Quando regressámos a casa, o meu filho voltou a dormir no seu 1º berço e assim foi durante algum tempo. Às vezes dava-lhe de mamar deitada, normalmente quando estava mais cansada, se bem que essa posição nunca me deu muito jeito, outras vezes dava de mamar sentada. Mas a verdade é que o meu filho acordava muitas vezes, demasiadas vezes durante a noite, de forma que era praticamente impossível descansarmos o mínimo para nos aguentarmos no dia seguinte. Então por volta dos 6 meses, mudámos o bebé e ele passou a dormir na sala, num &#8220;baby hammock&#8221; que muito nos ajudou. Sim, eu tinha que me levantar várias vezes para lhe dar de mamar, mas curiosamente (tirando uma ou outra vez) era mais fácil para mim. E isto porquê? Porque o meu filho acordava menos vezes para mamar e mesmo assim posso dizer que me levantava cerca de 4 vezes por noite, por isso acho que podem imaginar como era antes! De manhã ainda bem cedo, dava-lhe de mamar já na nossa cama e ficávamos a dormir mais uma ou duas horas.<br />
</em></span></p>
<p><span style="color: #339966;"><em>Quando os dias começaram a ficar mais quentes, notámos que ele transpirava muito no &#8220;baby hammock&#8221; e decidimos mudá-lo novamente para o berço, mas ele já se sentava muito bem e curioso como é, achámos que já não era seguro deixá-lo ali. Passou a dormir na nossa cama, mas lá voltámos à mesma situação, acordava demasiadas vezes para mamar, já para não falar que se mexia muito a dormir. Ficava atravessado na cama, entre mim e o pai e chegou a dormir com a cabeça para os nossos pés! <img src='http://www.rituaismaternos.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Toca de pensar numa nova solução. Comprámos uma cama de viagem, estilo parque e lá voltou a dormir na sala, comigo a ter que me levantar cerca de 3 vezes para amamentar (quando não eram mais). De manhã cedo o meu marido levantava-se para o ir buscar, eu dava-lhe maminha na nossa cama e ficávamos ali os 3 a dormir mais um pouco. Essas sonecas matinais, pelo menos a mim, sabiam-me sempre bem e o mais engraçado é que vi por diversas vezes o nosso filho a sorrir durante o sono quando estava deitado entre nós os 2! <img src='http://www.rituaismaternos.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </em></span></p>
<p><span style="color: #339966;"><em>Contudo, recentemente começámos a ter dificuldade em adormecê-lo, mesmo depois de mamar ficava acordado e começava a brincar como se fossem 5h da tarde, com bastante energia e era assim até à meia-noite, 1h, às vezes até mais tarde! Percebemos que o facto de dormir na sala não estava a resultar, é um sítio com demasiados estímulos para ele. Colocámos a cama dele no nosso quarto e melhorou um pouco, pelo menos já adormece à hora normal, mas também confesso que entretanto começámos a dar-lhe um suplemento alimentar para o ajudar no sono. Não o faço de ânimo leve, mas chegámos ao nosso limite e no nosso caso está a ajudar, não tanto quanto gostaríamos, mas já é alguma coisa. Mesmo assim, ele acorda muitas vezes durante a noite, ando exausta e acabo por deitá-lo na nossa cama depois de lhe dar de mamar, ele dorme mais tranquilo ao meu lado do que na cama dele. Eu é que durmo mal, com ele sempre a mexer-se e a pedir-me mama constantemente. Claro que é importante referir que ele anda numa daquelas &#8220;fases dos dentes&#8221;, o que piora tudo.</em></span></p>
<p><em><span style="color: #339966;">E pronto, é nesta fase que me encontro, no que toca ao sono do meu bebé! Mais alguma mamã na mesma situação ou que tenha passado pelo mesmo? Seria bom partilharmos as nossas histórias, o que acham? <img src='http://www.rituaismaternos.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </span><br />
</em>
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		<title>&#8220;Na cama com os pais&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 14:36:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Co-Sleeping]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui fica outro artigo sobre o co-sleeping (partilha do sono), com mais algumas informações acerca desta prática. &#8220;(&#8230;) O aumento crescente do número de adeptos do cosleeping levou já a que especialistas cujo nome é sinónimo de credibilidade, como o médico Richard Ferber, guru norte-americano do sono pediátrico e outrora crítico frontal da partilha da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui fica outro artigo sobre o <strong>co-sleeping</strong> (partilha do sono), com mais algumas informações acerca desta prática.</p>
<p><strong>&#8220;</strong>(&#8230;) O aumento crescente do número de adeptos do cosleeping levou já a que especialistas cujo nome é sinónimo de credibilidade, como o médico Richard Ferber, guru norte-americano do sono pediátrico e outrora crítico frontal da partilha da cama entre pais e filhos, revissem as suas teorias. Em meados dos anos 80, Ferber publicou um livro &#8211; «How to solve your child’s sleep problems» (Como resolver os problemas de sono do seu filho) &#8211; por muitos considerado uma bíblia, onde espelhou o pensamento dominante sobre o sono dos bebés: para que consigam ver-se como seres independentes, as crianças precisam de aprender a dormir sozinhas.</p>
<p>Numa entrevista recente à Newsweek, por altura da reedição do livro, o médico, actual director do Centro das Perturbações Pediátricas do Sono do hospital pediátrico de Boston, afirmou que aquela é uma frase que gostaria de nunca ter escrito: «Era a ideia que dominava na altura, não era sequer a minha experiência nem a minha filosofia.» As coisas mudam e <span style="text-decoration: underline;">Ferber defende agora que, «desde que resulte», cada família sabe o que é melhor para si em termos de rotinas de sono. Se a escolha recair sobre o cosleeping, muito bem, senão, muito bem na mesma</span>.</p>
<p><strong>EM NOME DE UMA AMAMENTAÇÃO DE SUCESSO</strong><br />
A médica de família Celina Pires, impulsionadora de um programa para a promoção do aleitamento materno no Centro de Saúde de Belmonte, onde trabalha, partilha da mesma ideologia: «Não dou receitas, cabe a cada família decidir como quer dormir.» Celina Pires conhece bem o fenómeno do cosleeping. <span style="text-decoration: underline;">A taxa de amamentação das utentes do CS Belmonte é elevada. Para facilitar o processo, muitas mulheres decidem dormir junto dos seus bebés. «É mais fácil conciliarem os despertares nocturnos», explica a médica, autora também do primeiro site português sobre amamentação </span>(<a href="http://www.leitematerno.org/" target="_blank">www.leitematerno.org</a>). Com os sonos em sintonia, mãe e bebé entendem-se quase sem dar por isso e a amamentação decorre sem que ambos estejam completamente despertos. «<strong>As mães que partilham a cama com os seus bebés têm tendência para dar de mamar durante mais tempo: as crianças mamam mais frequentemente e, assim, estimulam a produção de leite das mães</strong>», explica Celina Pires.</p>
<p>Dormir em família em nome da amamentação e do repouso, portanto. «<span style="text-decoration: underline;">Estudos sobre o sono demonstram que as mães que partilham a cama com os seus bebés têm um sono mais longo e mais reparador», esclarece a médica. Por seu lado, «</span><span style="text-decoration: underline;">os bebés que dormem com as mães têm menos episódios de apneia: devido à proximidade, é mais fácil detectar quando alguma coisa não está bem</span>.»</p>
<p>A atitude negativa da sociedade em geral e dos profissionais em particular sobre o cosleeping não tem fundamento científico, explica Celina Pires, acrescentando: «<span style="text-decoration: underline;">É um desejo legítimo querer dormir com os filhos e, excluindo situações de potencial risco para a morte súbita, não há razão nenhuma para que não se possa fazê-lo</span>.»</p>
<p><strong>O RECEIO DA MORTE SÚBITA</strong><br />
Ainda assim, autoridades científicas como a Academia Americana de Pediatria (AAP) desaconselham a partilha da cama entre pais e filhos. A posição tem mesmo endurecido ao longo dos últimos anos, sobretudo desde que, em 1999 a Comissão de Protecção dos Consumidores nos EUA emitiu um comunicado a alertar para o risco de sufocação dos bebés quando estes dormem com os pais. A Comissão justificava a medida com os resultados de estudos que haviam estabelecido um risco maior de morte súbita quando os bebés dormem com os pais na mesma cama. Celina Pires questiona esta relação: «<strong>Esse risco é importante quando algum dos adultos que dorme com o bebé é fumador</strong>. <span style="text-decoration: underline;">No entanto, quando nenhum dos pais fuma e o bebé tem mais de oito semanas, o risco é insignificante</span>.»</p>
<p>Que dizer, então, dos estudos nos quais a AAP se baseia para desaconselhar o cosleeping? «<span style="text-decoration: underline;">Nem todos os estudos avaliaram o consumo de álcool ou drogas por parte dos adultos, assim como não fizeram a distinção entre dormir em ambientes seguros ou inseguros, como os <strong>sofás</strong>, que já está demonstrado serem um <strong>factor de risco para a morte súbita</strong>», explica Celina Pires. Além disso, as investigações que existem «demonstram a associação entre duas variáveis [dormir com os pais e morte súbita do bebé], mas não podem definir um nexo de causalidade</span>.»</p>
<p>Isto mesmo defende um dos investigadores norte-americanos com mais créditos na área do cosleeping, James McKenna, professor na Universidade de Notre Dame e director do Laboratório Comportamental do Sono Mãe-Bebé da mesma instituição. <span style="text-decoration: underline;">Dormir na cama dos pais não pode ser considerado, por si só, um risco, diz McKenna. <strong>É preciso ter em conta os contextos individuais.</strong> O investigador critica o discurso negativo instituído sobre o cosleeping: «Dormir em família pode ser uma decisão responsável, reflexo da forma como os pais querem alimentar os seus bebés e maximizar o seu bem-estar</span>», escreveu numa revisão científica recente sobre o assunto. (&#8230;)<strong>&#8220;</strong></p>
<p>Texto: Maria João Amorim<br />
Revista PAIS &amp; Filhos<br />
20 Fevereiro 2009</p>
<p>Aconselho a lerem o <a href="http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=1090&amp;Itemid=60" target="_blank">artigo completo</a>, é muito informativo.
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		<title>&#8220;Os benefícios de partilhar a cama&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 12:11:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Co-Sleeping]]></category>
		<category><![CDATA[Amamentação]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="350" data="http://www.youtube.com/v/o_1x5UNet_Q" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/o_1x5UNet_Q" /></object>
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		<title>&#8220;Partilhar a cama na prática&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 11:47:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Co-Sleeping]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>co-sleeping</strong> é um tema &#8220;algo&#8221; polémico e no post &#8220;<a href="http://www.rituaismaternos.com/2009/06/dormir-com-os-pais/" target="_blank">Dormir com os Pais</a>&#8220;, vários leitores do blog deram a sua opinião, a favor ou contra. Sem dúvida que se trata de uma escolha pessoal e é importante que o casal se sinta bem com a sua opção, nunca descurando os interesses do bebé.</p>
<p>Para aqueles pais que estão interessados em praticar o <strong>co-sleeping</strong> ou que já o praticam, deixo aqui um excerto do livro &#8220;<a href="http://www.rituaismaternos.com/2009/04/livros/" target="_blank">Bésame Mucho</a>&#8221; do <strong>Dr. Carlos González</strong> (nunca me canso de citar este pediatra tão &#8220;humano&#8221;!):</p>
<p><strong>&#8220;</strong>&#8230;Algumas famílias optam por colocar o bebé, desde o princípio, na cama dos pais. É claro que é mais confortável se a cama for maior, mas pode ser feito numa vulgar cama com 1,35 metros.</p>
<p>Outros preferem <span style="text-decoration: underline;">encostar um berço, com a grade para baixo, à cama de casal. Apenas se pode fazer isto se <strong>a altura dos colchões é exactamente a mesma</strong> e se não fica qualquer buraco entre as duas camas (o bebé poderia ficar preso e asfixiar</span>).</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">A solução é deitar o bebé num pequeno berço e passá-lo para a cama de casal para o amamentar quando acorda. Se o bebé adormece primeiro, a mãe pode voltar a deixá-lo no berço. Se a mãe adormece primeiro, o bebé fica</span>. Normalmente, é a mãe quem adormece primeiro, a não ser que esteja a fazer um esforço deliberado para se manter acordada. Nesses casos desperta e, paradoxalmente, as mães que decidem voltar a colocar o bebé no berço para dormirem melhor são precisamente as que pior dormem.</p>
<p>É necessário tomar algumas <strong>medidas de segurança</strong>. <span style="text-decoration: underline;">Se a cabeceira da cama tem barras nas quais a cabecinha do bebé pode ficar presa, poderá forrá-la temporariamente com um pano. Um bebé não deve dormir com um adulto que se encontre sob o <strong>efeito do álcool</strong>, que tenha tomado <strong>soníferos</strong>, ou que seja demasiado <strong>obeso</strong> (fora estes casos, não existe qualquer perigo de esmagamento). Não se devem usar colchões de água nem peles com pêlo (naturais ou sintéticos). Nem mesmo mantas ou edredões pesados, pelo menos durante os <strong>primeiros 6 meses</strong></span> (no Inverno, é preferível ligar o aquecimento e colocar uma colcha leve). E <strong>não fume</strong>: <span style="text-decoration: underline;">o tabaco aumenta em muito o risco da morte súbita do lactente</span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Nunca</strong> se deve dormir com um bebé <strong>num sofá</strong>. Existem demasiados desníveis nos quais o bebé pode ficar preso</span>.</p>
<p>Uma solução radical para os problemas de espaço é dormir à japonesa: os colchões directamente no solo.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Quando o bebé dorme com a mãe, por vezes acorda e volta a adormecer sem fazer barulho, tranquilizando-se com a sua presença, mamando de outras vezes</span>. A mãe pode não chegar a acordar completamente e nem se recorda do que se passou no dia seguinte&#8230;.<strong>&#8220;</strong>.
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		<title>&#8220;Dormir com os Pais&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 12:01:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Co-Sleeping]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Quem tem filhos sabe que a educação não é um conjunto de regras adquiridas, compiladas em manual, que basta seguir para ter como resultado crianças seguras, felizes e bem educadas. Quem tem filhos sabe que o caminho da educação faz-se andando, ou seja, adaptando as convicções de adultos sem filhos às crianças que nos calharam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;</strong>Quem tem filhos sabe que a educação não é um conjunto de regras adquiridas, compiladas em manual, que basta seguir para ter como resultado crianças seguras, felizes e bem educadas. Quem tem filhos sabe que o caminho da educação faz-se andando, ou seja, adaptando as convicções de adultos sem filhos às crianças que nos calharam em sorte.</p>
<p>Teorias há muitas e para quase todas há quem defenda o contrário.<br />
Uma das mais polémicas é a que respeita ao sono. <span style="text-decoration: underline;">Ensinaram-nos a acreditar que os bebés devem dormir no seu berço e mais crescidos na sua cama. Que dormir com os pais é um péssimo hábito. Que os torna dependentes e mimados. Que devemos ensinar os nossos filhos a dormirem a noite inteira, sozinhos nos seus quartos</span>. Aliás, é a pergunta que mais nos fazem quando temos um bebé: «Já dorme a noite inteira?».</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">É cultural esta tendência para tornar desde cedo as crianças autónomas dos pais</span>. Uma necessidade para quando tem de se trabalhar o dia inteiro longe dos filhos. Noutras culturas, não é assim. <strong>A autonomia conquista-se gradualmente, não é imposta, não é «ensinada»</strong>. <span style="text-decoration: underline;">Por isso, há quem defenda que o sono seja partilhado, ou seja, que as crianças possam dormir com os pais enquanto isso lhes der segurança e conforto</span>. Em inglês, chamam-lhe <strong>co-sleeping</strong>, uma prática que parece ter cada vez mais adeptos, segundo estudos realizados nos EUA. Contra a corrente, são poucos os pediatras ou especialistas em desenvolvimento infantil que o defendam. Mas já existem.</p>
<p>Em entrevista à jornalista Maria João Amorim, <span style="text-decoration: underline;">Pedro Caldeira da Silva, pedopsiquiatra do Hospital Dona Estefânia</span>, defendeu recentemente que esse é um dos conselhos que dá aos pais de bebés irritáveis ou difíceis de acalmar: «<span style="text-decoration: underline;">O medo de que os bebés se tornem «mimados» ou cheios de vícios por dormirem com os pais é infundado, esclarece</span>. «<strong>Dormir em família pode ajudar a regular o sono. Os bebés tornam-se mais calmos e os pais mais tranquilos</strong>.» <span style="text-decoration: underline;">O importante, na opinião deste especialista, é que os pais conheçam o seu bebé, as suas características e necessidades individuais, e não sigam indicações generalistas</span>.</p>
<p><strong>As mães dormem melhor</strong><br />
<span style="text-decoration: underline;">Mães e bebés entram em sincronia nos seus ritmos de sono. Há mães que relatam como acordam exactamente antes de o seu bebé abrir os olhos</span>. <span style="text-decoration: underline;">Pelo contrário, mães que dormem em quartos separados relatam como acordam abruptamente com o choro do bebé. A mãe não acorda aos primeiros movimentos do bebé e este tem de acordar completamente e chorar bem alto para que o ouçam. Depois de o bebé voltar a dormir, a mãe está completamente acordada e tem muitas vezes dificuldade em voltar a adormecer</span>. Perde muito tempo de sono e de manhã está exausta. Muitas noites assim, com despertares abruptos e repentinos de estados de sono profundo, levam à situação em que muitos pais se encontram de privação do sono e exaustão.</p>
<p><strong>Facilita a amamentação</strong><br />
As mães que amamentam sabem que dormir com os bebés é a forma mais fácil de o fazer. <span style="text-decoration: underline;">Os bebés voltam a entrar facilmente no sono profundo depois de mamarem, nem chegam a acordar &#8211; e as mães, não tendo de sair da cama, levantar-se, também ficam menos despertas. Tal como os bebés voltam a entrar facilmente no sono</span>.<br />
<span style="text-decoration: underline;">Mães que sentem dificuldades na amamentação durante o dia, podem resolvê-las dormindo com os seus bebés</span>. Sears acredita que os bebés sentem as mães mais descontraídas e que a produção das hormonas envolvidas na produção do leite é mais eficaz quando a mãe está descontraída ou mesmo adormecida.</p>
<p><strong>Reduz os riscos de Síndrome da Morte Súbita</strong><br />
A segurança é uma das razões que leva muitos pais a deitarem o bebé no berço ou noutra cama. Porque há o medo de sufocar o bebé. <span style="text-decoration: underline;">Mas os mais recentes estudos apontam para o contrário: bebés que dormem com os pais estão menos sujeitos à Síndrome da Morte Súbita</span>. <strong>As excepções são: </strong><strong>pais fumadores ou que </strong><strong>consomem bebidas alcoólicas</strong>.<br />
<span style="text-decoration: underline;">Uma opção para quem quer ter o bebé junto a si de noite, mas com mais espaço, é baixar uma das grades da cama do bebé e juntá-la à cama de casal</span>. Assim é fácil tocar no bebé e puxá-lo para si para mamar, mas existe mais espaço e o sono pode ser mais tranquilo.<strong>&#8221; </strong></p>
<p>Texto: Ana Esteves<br />
Revista IOL Mãe<br />
2009/06/02</p>
<p>Aconselho a lerem o <a href="http://www.mae.iol.pt/artigo.php?id=1067652&amp;div_id=3646" target="_blank">artigo completo</a>.
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