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	<title>Rituais Maternos &#187; Indução do Parto</title>
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		<title>&#8220;A febre da indução&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 16:15:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indução do Parto]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220; (&#8230;) Nascer com dia e hora marcada é, cada vez mais, uma prática comum em Portugal. «Banalizou-se muito a ideia do parto induzido», critica Diogo Ayres de Campos, director da Urgência de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de São João (HSJ), no Porto. Particularmente, «as induções sem motivo clínico», que o responsável acredita serem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;</strong> (&#8230;) <span style="text-decoration: underline;">Nascer com dia e hora marcada é, cada vez mais, uma prática comum em Portugal. «<strong>Banalizou-se muito a ideia do parto induzido</strong>», critica Diogo Ayres de Campos, director da Urgência de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de São João (HSJ), no Porto. <strong>Particularmente, «as induções sem motivo clínico», que o responsável acredita serem frequentes a nível nacional</strong></span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Quantas partos induzidos ocorrem em Portugal, ninguém sabe. Luis Graça, presidente do Colégio de Ginecologia e Obstetrícia da Ordem dos Médicos (OM), afirma que <strong>este é um assunto «que não está minimamente estudado no nosso país» e que não existem estatísticas nacionais sobre indução do parto</strong></span>.</p>
<p>Há, no entanto, outros números que podem ajudar a compreender a dimensão do fenómeno. Joaquim Gonçalves, do serviço de Obstetrícia do Hospital Geral de Santo António, no Porto, compilou <span style="text-decoration: underline;">alguns dados internacionais: actualmente, 20 a 30 por cento dos partos resultam de uma indução, com destaque para os nascimentos ocorridos em unidades de saúde privadas</span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">A escalada dos valores é a tendência observada ao longo dos últimos anos. Entre 1990 e 2003, o número de partos provocados subiu 25 por cento. A indução por conveniência representa, actualmente, cinco por cento do total de partos</span>. (&#8230;)</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Como «áreas de controvérsia» elegeu a <strong>indução programada e a gravidez tardia, motivo frequente das induções registadas em todo o mundo. Temas polémicos, porque a indução do parto não é uma prática isenta de riscos. «Não podemos ocultar as consequências desta técnica», afirmou Joaquim Gonçalves. «É preciso criar uma consciência do risco</strong></span>.»</p>
<p><strong>CONVENIÊNCIA E RISCOS</strong><br />
(&#8230;) «<span style="text-decoration: underline;"><strong>Uma das principais causas do aumento da taxa de cesarianas é a indução do parto em grávidas que ainda não têm o colo do útero maduro», explica Luis Graça. Uma prática que o médico reconhece ser «comum» em Portugal</strong></span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Diogo Ayres de Campos aponta outras consequências dos <strong>nascimentos induzidos com fármacos: contracções mais precoces, partos mais dolorosos e incómodos, necessidade de outras intervenções</strong></span>. No HSJ só se fazem induções com motivos clínicos. «Fica tudo registado», esclarece o responsável.</p>
<p>O controlo é feito, inclusive, de forma indirecta: «Verificamos sempre as razões das cesarianas e se houver alguma que tenha origem numa indução sem fundamento, questionamos o médico», explica Diogo Ayres de Campos. <span style="text-decoration: underline;">Esta postura fez com que, entre 2003 e 2004, o número de cesarianas registadas no serviço baixasse dez por cento</span>.</p>
<p>A mesma filosofia orienta a equipa de Obstetrícia do Hospital Garcia de Orta, em Almada. Induções, só com justificação clínica. O hospital regista uma taxa de 16,7 por cento de partos induzidos.</p>
<p>Manuel Hermida, director de serviço, acrescenta que, para minimizar os riscos de cesariana, é preciso preparar o colo do útero antes da indução. Ou seja, «ir induzindo» com medicação e saber esperar. Uma situação muito diferente de «induzir para parir no mesmo dia», critica o responsável.</p>
<p>«Cinquenta por cento das grávidas a quem preparamos o colo do útero entram em trabalho de parto de forma espontânea nas 24 horas seguintes. Se o feto estiver bem, não forçamos.» (&#8230;)</p>
<p><strong>GRAVIDEZ TARDIA</strong><br />
(&#8230;) <span style="text-decoration: underline;"><strong>Induzir o parto às 41 semanas é a prática dos hospitais em Portugal</strong>. «Nunca esperamos até às 42 semanas», confirma Paulo Moura, director da Maternidade Dr. Daniel de Matos, em Coimbra. «O risco de mortalidade fetal é um pouco maior», esclarece o médico</span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Tão maior que justifique induções por rotina em gravidezes saudáveis? Paulo Moura afirma que a generalização da prática tem origem também em questões organizacionais: «<strong>Esperar até às 42 semanas implica uma maior vigilância da gravidez nesta fase. Mas nós não temos capacidade para fazer esse acompanhamento. Induzimos por rotina às 41 semanas porque é mais prático em termos de recursos humanos</strong></span>.»</p>
<p>«Perdeu-se a magia da espera»<br />
<span style="text-decoration: underline;">A doula Sandra Oliveira não percebe <strong>porque é que não se aposta nesse acompanhamento personalizado, em vez de induzir, por rotina, todas as gravidezes que ultrapassam as 41 semanas de gestação</strong></span>.</p>
<p><strong>«</strong><span style="text-decoration: underline;"><strong>A OMS só fala em indução do parto sistemática depois das 42 semanas», recorda a doula. «As mulheres deveriam ter, pelo menos, a hipótese de poder esperar.» Sandra Oliveira critica as «pressões» a que as grávidas estão sujeitas hoje em dia</strong>: «Da parte dos médicos, dos familiares, sempre a questionarem se o bebé não deveria já ter nascido</span>. Perdeu-se a magia da espera.»</p>
<p>A doula defende que a ansiedade dos últimos dias pode ser «salutar e divertida». Há pequenas coisas que se podem fazer para evitar uma intervenção desnecessária.<strong>&#8220;</strong></p>
<p>Revista PAIS &amp; Filhos<br />
7 Agosto 2007<strong></strong></p>
<p>Podem ler o artigo completo <a href="http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=175&amp;Itemid=68&amp;limit=1&amp;limitstart=0" target="_blank">aqui</a>. Apesar de já ser um artigo com alguns anos, penso que é bastante actual.
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		<title>&#8220;Saber esperar&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 14:02:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cesariana]]></category>
		<category><![CDATA[Indução do Parto]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;(&#8230;) Marcar o dia do parto é, cada vez mais, uma prática habitual. Em Portugal e em muitos países ocidentais. Seja por cesariana ou por indução. Seja porque o médico sugere ou a pedido da mulher. Marca-se para garantir a presença do médico escolhido, marca-se para que o bebé nasça em determinado dia, marca-se para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;</strong>(&#8230;) Marcar o dia do parto é, cada vez mais, uma prática habitual. Em Portugal e em muitos países ocidentais. Seja por cesariana ou por indução. Seja porque o médico sugere ou a pedido da mulher. Marca-se para garantir a presença do médico escolhido, marca-se para que o bebé nasça em determinado dia, marca-se para evitar que as águas rebentem numa hora que não dê jeito, marca-se porque se tem medo do inesperado. <strong>Marca-se o parto por muitas razões, poucas delas médicas, apesar de ainda nenhum estudo ter demonstrado que este procedimento é vantajoso para a mãe ou para o bebé</strong>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Na gravidez, um dia a mais ou a menos pode fazer a diferença. A partir das 37 semanas, o bebé é considerado de termo, ou seja, estima-se que a maior parte dos bebés com esta idade gestacional esteja pronto para nascer. Mas nem sempre isso acontece. «<strong>A maturação enzimática do aparelho respiratório não acaba às 37 semanas. Não chega essa data e já está. É uma coisa progressiva. Por isso, à medida que o tempo passa, o bebé tem menos probabilidades de ter problemas respiratórios</strong>», explica Diogo Ayres de Campos, professor na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e obstetra no Hospital de São João, no Porto</span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">As recomendações internacionais, quer do Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia, quer do Colégio Inglês de Ginecologia e Obstetrícia, são no sentido de <strong>esperar sempre, pelo menos, pelas 39 semanas de gravidez</strong> para provocar o parto</span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Duas investigações recentes vieram reforçar o consenso. Em Fevereiro de 2009, um estudo publicado no American Journal of Obstetrics and Gynecology revelou que, <strong>nos bebés nascidos de parto induzido entre as 37 e as 38 semanas, 17,8 por cento precisaram de ficar internados, em média, 4,5 dias na unidade de cuidados intensivos neonatais</strong>. Nos bebés nascidos entre as 38 e as 39 semanas, o número de internamentos desceu para oito por cento. Depois das 39 semanas, apenas 4,6 por cento dos bebés precisaram de cuidados<strong> </strong>especiais. Nas conclusões, os autores deixam bem claro: «<strong>O parto electivo antes das 39 semanas está associado a um aumento da morbilidade neonatal e a um aumento do número de cesarianas, sendo, por isso, inapropriado</strong></span>».</p>
<p>O estudo envolveu 14 955 nascimentos após as 37 semanas de gestação, em 27 hospitais americanos, durante o ano de 2007. Destes, 4645 foram marcados sem razão médica, o equivalente a um terço dos partos. <strong><span style="text-decoration: underline;">Em Portugal, não se conhece o número exacto de induções. Mas estima-se que seja bastante acima do valor recomendado pela Organização Mundial de Saúde: dez por cento</span></strong>.</p>
<p><strong>Cesariana aumenta os riscos</strong><br />
<span style="text-decoration: underline;">Para o bebé, a eventual complicação mais grave resultante de um parto cedo demais é a <strong>síndrome de stresse respiratório</strong>. Um problema provocado pela <strong>imaturidade dos pulmões</strong>, que obriga o recém-nascido a ficar internado na unidade de cuidados intensivos neonatais para lhe ser administrado surfactante, substância que ajuda os alvéolos pulmonares a distenderem</span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Outro estudo, que incidiu sobre 25 mil partos por <strong>cesariana electiva</strong>, demonstrou ainda que <strong>nascer antes das 39 semanas aumenta o risco não só de doenças respiratórias, como de infecções, hipoglicemia, internamento na unidade de cuidados intensivos e internamentos mais frequentes</strong>. A investigação do Instituto Nacional para a Saúde da Criança e Desenvolvimento Humano, nos Estados Unidos, concluiu que <strong>os bebés nascidos às 37 semanas por cesariana electiva têm o dobro do risco de sofrer de algum tipo de complicação em relação aos bebés que nascem às 39 semanas</strong>. Nascer às 38 semanas diminui o risco, mas, ainda assim, estes bebés têm mais 50 por cento de possibilidades de terem algum problema, pode ler-se no estudo publicado no New England Journal, em Janeiro deste ano</span><span style="color: #ff00ff;">*</span>. (&#8230;)</p>
<p><strong>Razões para um parto marcado</strong><br />
<span style="text-decoration: underline;"><strong>A Organização Mundial de Saúde só fala em indução do parto depois das 42 semanas de gravidez</strong>. Antes desse tempo, a organização recomenda uma vigilância pré-natal mais apertada. O Instituto Nacional para a Saúde e Excelência Clínica, entidade britânica de grande importância científica, desaconselha a indução de parto a pedido da mulher por ser «<strong>uma intervenção desnecessária e ter riscos</strong>». A única excepção para antecipar o parto sem uma razão médica, segundo o instituto, são os casos em que o pai do bebé tem de ausentar-se para locais de guerra. Ainda assim, a indução só deverá «ser considerada às 40 semanas ou depois</span>».</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Mesmo em casos de suspeita de </strong><strong>bebé muito grande ou de incompatibilidade feto-pélvica &#8211; motivos invocados habitualmente por médicos para marcar uma indução -, os especialistas britânicos aconselham a esperar pelo início do trabalho de parto espontâneo. Dizem que não há uma forma de medir com exactidão estes parâmetros</strong></span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">A indicação mais consensual para uma <strong>indução</strong> está relacionada com o facto de <strong>a mãe ser portadora de uma doença que se agrava à medida que a gravidez vai evoluindo, como hipertensão, diabetes ou doença cardíaca</strong>. Em relação às <strong>cesarianas electivas</strong>, é consensual que se realizem em situações de <strong>doença infecciosa da mãe e no caso de placenta prévia</strong>. Mais controversa é a indicação para fazer cesariana por o bebé estar sentado (bebé pélvico) ou em posição transversal. Existe uma manobra, que pode ser realizada durante a gravidez (versão externa), para ajudar o bebé a colocar-se na posição correcta</span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Esperar pelo início espontâneo do trabalho de parto é a melhor opção para as gravidezes de baixo risco. Todos os estudos científicos assim o demonstram</strong>. As últimas semanas dentro da barriga da mãe são igualmente importantes para o bebé. Os argumentos de que a partir de determinada altura «o bebé não está lá a fazer nada» ou que «só está a engordar» são enganadores. <strong>O bebé precisa de tempo para tomar a decisão de nascer</strong></span>. (&#8230;)<strong>&#8220;</strong></p>
<p>Texto: Patrícia Lamúrias<br />
Revista <a href="http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=1924&amp;Itemid=29&amp;limit=1&amp;limitstart=0" target="_blank">PAIS &amp; Filhos</a><br />
<span style="color: #ff00ff;">*</span>12 Novembro 2009<strong><br />
</strong>
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		<title>&#8220;As mulheres não podem ficar prisioneiras do seu projecto de parto&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 12:13:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indução do Parto]]></category>
		<category><![CDATA[Parto na Água]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Fevereiro deste ano, a HumPar realizou o Congresso Internacional «Humanização do Nascimento &#8211; Caminhos e Escolhas», no qual participou o médico obstetra Michel Odent, defensor do parto na água. Deixo aqui um artigo publicado pela revista PAIS &#38; Filhos sobre os temas abordados pelos especialistas nesse congresso: &#8220; (&#8230;) Ora, defende Michel Odent, «é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Fevereiro deste ano, a <a href="http://www.humpar.org/" target="_blank">HumPar</a> realizou o Congresso Internacional «<strong>Humanização do Nascimento &#8211; Caminhos e Escolhas</strong>», no qual participou o médico obstetra <a href="http://www.wombecology.com/" target="_blank">Michel Odent</a>, defensor do parto na água.</p>
<p>Deixo aqui um artigo publicado pela revista PAIS &amp; Filhos sobre os temas abordados pelos especialistas nesse congresso:</p>
<p><strong>&#8220;</strong> (&#8230;) Ora, defende Michel Odent, «é importante que as grávidas percebam que, por si só, <span style="text-decoration: underline;">o parto na água não pode ser considerado como o ‘remédio’ providencial que evitará a dor e proporcionará um nascimento ‘ideal’</span>». Antes, acrescenta «tem de fazer parte de um processo mais abrangente em que <span style="text-decoration: underline;">a natural dor fisiológica é gerida e atenuada através de um sistema de protecção fisiológica</span>.»</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Esse sistema implica que as mulheres possam atravessar toda «a cadeia de eventos que constitui o parto», incluindo a dor mas também o «cocktail natural» de <strong>ocitocina e endorfinas</strong> que «atenua temporariamente as capacidades cerebrais para que as mensagens dolorosas não cheguem com a intensidade habitual ao córtex e sejam, por isso mesmo, mais facilmente trabalhadas</span>».</p>
<p>Michel Odent não hesita em dizer que «<span style="text-decoration: underline;">quando o processo é deixado seguir, ocorre um certo grau de amnésia e mesmo consciência alterada que permite à mulher ficar indiferente a tudo o que a rodeia, menos à tarefa que tem em mãos: fazer nascer o seu bebé</span>.» O problema, refere «é que parece haver cada vez menos casos em que as mulheres são deixadas chegar a esse estado alterado de consciência». É aí, remata, que «<strong>ainda há um grande caminho a percorrer» para dar garantias «da privacidade, silêncio e intervenção mínima de terceiros que são essenciais no parto</strong>.»</p>
<p>Para Odent o «guarda-chuva fisiológico» de cada mulher é o centro da gestão da dor e a procura da banheira de parto uma «parte dessa gestão». É por isso que, defende, <span style="text-decoration: underline;">a entrada da grávida para dentro de água terá de ser guardada até a fase de dilatação estar bastante adiantada</span>. «Se for necessário enganar uma grávida desejosa de entrar na banheira, mas que ainda não se encontre em trabalho de parto activo, então engane-se! Diga-se que ainda não tem água suficiente, que a água está quente, qualquer coisa, mas <strong>evite-se a entrada prematura dentro de água</strong>.»</p>
<p>Isto porque «<span style="text-decoration: underline;">o período óptimo de utilização da banheira são as duas horas que se seguem à altura em que a dilatação está a meio e em que o meio aquático é altamente efectivo no alívio da dor e no relaxamento corporal e leva, na esmagadora maioria dos casos, ao período expulsivo». Se tal não acontece, adverte Michel Odent, «é então momento de fazer uma análise do que está a suceder e <strong>partir para outro tipo de alternativas</strong>, se for caso disso». Por isso «são de evitar os planos de parto demasiadamente rígidos, o que inclui, naturalmente, a insistência do uso de uma banheira, ou de outro qualquer método, sejam quais forem as circunstâncias</span>.»</p>
<p><strong>Indução, epidural, cesariana?</strong><br />
(&#8230;) Ao obstetra espanhol Emílio Santos Leal coube abordar o «efeito dominó» existente entre a indução do parto, a utilização de epidural e a realização de cesarianas. <span style="text-decoration: underline;">E se o vasto auditório do evento – composto maioritariamente por profissionais de saúde e doulas – não ficou surpreendido entre a <strong>relação causa efeito entre a indução e o uso da epidural</strong>, já o mesmo não sucedeu quando </span><span style="text-decoration: underline;">Emílio Santos Leal afirmou, baseado numa recolha estatística de larga escala realizada em vários países, não existir essa mesma ligação directa entre a indução e a realização de cesarianas</span>. (&#8230;)</p>
<p>Pouco entusiasta da <strong>monitorização em permanência</strong>, e reportando-se às taxas registadas nos hospitais de Madrid, Emílio Leal defende que «<span style="text-decoration: underline;">se esse procedimento fosse abandonado os actuais 25 por cento de cesarianas baixariam para 15 por cento e os 15 por cento de partos instrumentalizados poderiam cifrar-se em 13 por cento</span>». <strong>Nos partos de baixo risco «está provado que a monitorização contínua não ajuda a salvar vidas. Pelo contrário, leva as equipas a refugiarem-se em intervenções de larga escala que não são benéficas nem para a mãe nem para o bebé»</strong>. (&#8230;) <strong>&#8220;</strong></p>
<p>Texto: Elsa Páscoa<br />
12 Fevereiro 2009</p>
<p>Podem ler o artigo completo <a href="http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=1064&amp;Itemid=60" target="_blank">aqui</a>.
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		<title>&#8220;Deixe o Trabalho de Parto iniciar-se Naturalmente&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 09:29:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indução do Parto]]></category>
		<category><![CDATA[Intervenções Desnecessárias]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste vídeo é abordado o tema da indução do parto. É muito importante que a grávida se informe sobre este procedimento, pois acarreta riscos para si e para o bebé. O melhor é esperar que o trabalho de parto se desenrole naturalmente, pois dessa forma tanto a mulher como o bebé estão preparados para o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste vídeo é abordado o tema da indução do parto. É muito importante que a grávida se informe sobre este procedimento, pois acarreta riscos para si e para o bebé. O melhor é esperar que o trabalho de parto se desenrole naturalmente, pois dessa forma tanto a mulher como o bebé estão preparados para o nascimento. A indução do parto, tal como outros procedimentos médicos, só deveria ser realizada em situações em que é, de facto, necessária!</p>
<p><object width="425" height="350" data="http://www.youtube.com/v/9uLtETeJjPE&amp;feature" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/9uLtETeJjPE&amp;feature" /></object>
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