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	<title>Rituais Maternos &#187; Quando deve ir para o Hospital</title>
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		<title>&#8220;Elas dizem-lhe quando ir para a maternidade&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Aug 2011 11:21:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Parto Normal/Natural]]></category>
		<category><![CDATA[Quando deve ir para o Hospital]]></category>
		<category><![CDATA[Parto Normal]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Muitas mulheres têm tanto receio de não saberem que estão em trabalho de parto que à menor alteração física vão para a maternidade. Resultado: as urgências de obstetrícia estão cheias de falsas urgências e muitas grávidas são internadas cedo demais, o que leva a mais intervenção durante o trabalho de parto. Por tudo isto, um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Muitas mulheres têm tanto receio de não saberem que estão em trabalho de parto que à menor alteração física vão para a maternidade. Resultado: as urgências de obstetrícia estão cheias de falsas urgências e muitas grávidas são internadas cedo demais, o que leva a mais intervenção durante o trabalho de parto. Por tudo isto, um grupo de enfermeiras especialistas em saúde materna e obstétrica decidiu avançar com um projecto inovador: acompanhamento do trabalho de parto em casa até ser o momento certo para ir para a maternidade. Assim surgiu o Espaço Cegonha, em Lisboa.</p>
<p>E o momento certo para ir para a maternidade pode ser diferente para cada mulher. «Algumas querem ficar em casa o máximo de tempo possível, outras preferem ir assim que entrem em trabalho de parto e possam ter a epidural», começa por explicar Luísa Sotto-Mayor, ex-enfermeira na Maternidade Alfredo da Costa (MAC) e uma das criadoras do projecto. Paula Pereira, também criadora do projecto e coordenadora das consultas de obstetrícia da MAC, sublinha que, o mais importante, para as mulheres poderem decidir o que mais lhes convém no parto, – seja quando ir para a maternidade ou qualquer outro aspecto – é «ter acesso a informação bem fundamentada». No Espaço Cegonha, ninguém toma decisões pelos casais, o objectivo é ajudar a escolher o que mais se adequa a cada um. É fazer com que os casais se sintam seguros e felizes, em vez de receosos e ansiosos.</p>
<p>Paula Pereira lembra o exemplo do que viu no serviço de urgência de uma maternidade na Noruega, onde foi fazer formação: «A sala de espera tinha apenas uma mulher. A enfermeira chefe explicou-me que ali só vinham as urgências e que essas não podiam esperar. Em Portugal, as salas de espera das urgências estão sempre entupidas e a maior parte são falsas urgências».</p>
<p>Muitas vezes, conta Luísa Sotto-Mayor, as grávidas ficam internadas mesmo sem terem dilatação, porque já foram ao hospital várias vezes com falsos alarmes e estão muito ansiosas. Como, depois, a dilatação continua sem progredir e o cansaço já é grande, o parto acaba por ser induzido, o que leva a mais intervenção. «Isto acontece por falta de informação», afirma a enfermeira.</p>
<p>Idealmente, o internamento só deveria ocorrer depois dos quatro centímetros de dilatação. Antes disso, é a fase latente, que pode durar 12 horas, com contracções moderadas. É muito melhor passar esse tempo em casa do que no hospital. Mesmo depois dos quatro centímetros não é preciso ir a correr para o hospital. O habitual é que a dilatação evolua um centímetro por hora, o que quer dizer que até aos dez centímetros (dilatação completa) ainda haverá algumas horas pela frente.</p>
<p>Partos em casa não<br />
Talvez por ser algo tão inovador, desde a abertura do espaço, em Novembro de 2010, ainda foram poucos os casais que solicitaram este tipo de serviço. Mas todas as experiências foram positivas. Já evitaram, pelo menos, várias idas ao hospital em vão. Ou seja, as enfermeiras já foram chamadas a casa algumas vezes apenas para acalmar a ansiedade dos futuros pais. «Temos todo o equipamento necessário, incluindo um CTG portátil [para avaliar a frequência cardíaca do bebé] e, claro, uma larga experiência», explica Paula Pereira, que trabalhou 16 anos na sala de partos da MAC. «E não corremos riscos», sublinha. Em caso de dúvidas sobre o estado de saúde da mãe ou do bebé, arrancam imediatamente para o hospital. Ao chegarem à instituição, a mãe fica entregue aos cuidados da equipa médica. A enfermeira poderá continuar a seu lado, mas apenas na condição de acompanhante.</p>
<p>A distância entre a casa e o hospital é sempre tida em conta, uma vez que o objectivo não será nunca que o bebé nasça em casa. «O melhor sítio para ter um bebé é no hospital», defende Paula Pereira, apesar de reconhecer que muitos hospitais são demasiado interventivos no processo natural do parto. «Mas é por isso que queremos diminuir o tempo do trabalho de parto em hospital. Assim baixamos também o número de intervenções», acrescenta Luísa Sotto-Mayor.</p>
<p>Serviço completo<br />
O serviço de acompanhamento de trabalho de parto custa cerca de 350 euros e inclui ainda dois encontros antes da data prevista para o parto, um no consultório e outro no domicílio, para que a enfermeira possa conhecer o local escolhido pelo casal para o início do trabalho de parto; acesso a uma linha de apoio de 24 horas, para esclarecer quaisquer dúvidas antes e depois do parto; o acompanhamento até à instituição onde o bebé irá nascer; e uma visita ao domicílio no pós-parto para apoio à mãe e ao bebé, teste do pezinho, avaliação do recém-nascido e ajuda na amamentação.</p>
<p>O Espaço Cegonha, que conta também com outras enfermeiras especialistas em saúde materna e obstétrica, oferece ainda outros serviços, como cursos de preparação para o parto e consultas de acompanhamento da gravidez. Mais informação em www.espacocegonha.com.&#8221;</p>
<p>Patrícia Lamúrias<br />
Revista <a href="http://www.paisefilhos.pt/index.php/component/content/article/39/3670" target="_blank">PAIS &amp; Filhos</a><br />
27 Julho 2011</p>
<p><em><strong>Confesso que não conheço o trabalho desta equipa e tenho de admitir que não concordo em absoluto com algumas afirmações escritas no artigo. No entanto parece-me uma boa alternativa para quem não se sente completamente segura com o parto domiciliar e também vê o hospital como um lugar hostil para parir. Como ainda não temos &#8220;casas de parto&#8221; em Portugal e os nossos hospitais são muito interventivos, não respeitando a fisiologia do processo, é bom haver um meio termo. Acredito (ou pelo menos gosto de acreditar) que iniciativas destas poderão fomentar outras ainda melhores e ajudar a que a mudança seja mais rápida. <img src='http://www.rituaismaternos.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </strong></em>
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		<title>&#8220;Quando devo ir para o hospital?&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 15:42:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quando deve ir para o Hospital]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho de Parto]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O trabalho de parto não se inicia, normalmente, de forma repentina. Há um período que se chama «fase latente» em que as contracções podem estar regulares e depois parar, depois voltam de novo e parece que a dilatação já está em marcha. É nesta fase que muitas mulheres decidem ir para o hospital, sem saber [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;</strong>O trabalho de parto não se inicia, normalmente, de forma repentina. Há um período que se chama «<strong>fase latente</strong>» em que <span style="text-decoration: underline;">as contracções podem estar regulares e depois parar, depois voltam de novo e parece que a dilatação já está em marcha</span>. É nesta fase que muitas mulheres decidem ir para o hospital, sem saber que teriam todas as <span style="text-decoration: underline;">vantagens em esperar mais um pouco</span>.</p>
<p>Esta questão é muito importante, pois chegar demasiado cedo tem riscos, tendo em conta o modelo de assistência ao parto dos hospitais portugueses. Ou seja, <span style="text-decoration: underline;">se está provado que a <strong>liberdade de movimentos</strong>, as <strong>posições verticais</strong> e a <strong>tranquilidade</strong> são muito importantes para que a dilatação se faça naturalmente e o trabalho de parto progrida, está bom de ver que ficar deitada numa cama quando ainda se está no início do processo não é favorável e pode ter como consequência que a dilatação pare</span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Cenários que devem fazer sair de casa</strong></span></p>
<p>Lembre-se que um <span style="text-decoration: underline;">parto é um <strong>processo natural</strong>, o seu corpo está preparado para passar por ele e dir-lhe-á o que fazer em cada fase</span>. Com a ajuda da <a href="http://gravidasemforma.blogspot.com/" target="_blank">doula Catarina Pardal</a>, que já acompanhou muitas grávidas em trabalho de parto, deixamos-lhe alguns conselhos, para que esteja tranquila e decida sem precipitações:</p>
<p>-» As <strong>contracções</strong> são o principal sinal de trabalho de parto e dizem-nos em que fase este se encontra. Se houver <span style="text-decoration: underline;">contracções bem intensas, dolorosas e regulares a cada três ou quatro minutos; se estas contracções tiverem uma duração superior a 30 segundos; se a sua intensidade tem vindo a aumentar progressivamente ao longo do tempo; se não diminuem de intensidade nem deixam de ser regulares, faça a grávida o que fizer (mudar de posição, comer, deitar-se, andar), então provavelmente o trabalho de parto está numa fase activa, está bem estabelecido e é hora de pensar em ir para o hospital</span>.</p>
<p>Se são <span style="text-decoration: underline;">contracções mais espaçadas</span> e se não são regulares, deixe-se ficar por casa. Tome um <span style="text-decoration: underline;">duche quente, baixe as luzes, tente concentrar-se no seu corpo, converse com o seu bebé, fale pouco com quem estiver consigo</span>. <strong>O trabalho de parto só terá início se estiver preparada para receber o seu bebé, se estiver tranquila e confiante</strong>.</p>
<p>-» <span style="text-decoration: underline;">Se não é o primeiro filho</span>, o trabalho de parto tem tendência a ser mais rápido. <span style="text-decoration: underline;">Não adie muito a partida</span>.</p>
<p>-» <span style="text-decoration: underline;">Se estiver muito ansiosa e preocupada porque o hospital é longe</span>, ou porque não tem ninguém que a acompanhe em casa e lhe diga que ainda vai demorar mas está tudo bem, <span style="text-decoration: underline;">então mais vale ir calmamente para o hospital e, em vez de entrar logo, <strong>caminhar num sítio agradável</strong> que haja nas imediações. <strong>Espere até ter</strong> a certeza de que está em fase activa, com <strong>contracções mais fortes e regulares</strong></span>.</p>
<p>-» Se houver <strong>ruptura da bolsa</strong>, ou seja se as «águas rebentarem», havendo perda de líquido, é importante <span style="text-decoration: underline;">anotar a que horas começou essa perda e se foi total, ou seja se saiu uma grande quantidade de líquido de repente, ou se tem havido pequenas perdas. É importante também reparar no aspecto e cheiro do líquido &#8211; para informar a equipa médica se era incolor, ensanguentado ou esverdeado, se tinha um cheiro desagradável ou se era inodoro</span>.<br />
<strong>O facto de as águas rebentarem não quer dizer que o trabalho de parto tenha começado</strong>. <span style="text-decoration: underline;">Se não houver contracções, ainda não há dilatação, mas é um sinal de que está para breve</span>. A maior parte das mulheres entra espontaneamente em trabalho de parto passadas algumas horas.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">A <strong>Organização Mundial de Saúde</strong> (OMS) só recomenda a indução <strong>48 horas após a ruptura da bolsa</strong>. Mas nos hospitais portugueses, a indução é feita imediatamente após a chegada da grávida ao hospital, mesmo que não haja contracções</span>. O risco de infecção aumentado é a justificação para se induzir logo o parto, apesar das recomendações da OMS no sentido de esperar que o trabalho de parto se inicie espontaneamente.<strong>&#8220;</strong></p>
<p>Revista IOL Mãe<br />
2009/05/12</p>
<p>Aconselho a lerem o <a href="http://www.mae.iol.pt/artigo.php?id=1063349&amp;div_id=3628" target="_blank">artigo completo</a>.
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