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	<title>Rituais Maternos &#187; Trabalho de Parto</title>
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		<title>&#8220;Posições para o Parto&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 15:28:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Parto Normal/Natural]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho de Parto]]></category>
		<category><![CDATA[Parto Natural]]></category>

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		<description><![CDATA[Achei muito interessante este texto que li no blog da doula Catarina Pardal: &#8220;Durante meu trabalho de investigação numa grande maternidade jamaicana, havia uma luta constante entre as parturientes e as parteiras, querendo as primeiras levantar-se para se agacharem ou balançarem a pélvis para trás e para a frente, com os joelhos flectidos, e tentando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Achei muito interessante este texto que li no <a href="http://gravidasemforma.blogspot.com/2010/04/posicoes-para-o-parto.html" target="_blank">blog</a> da doula Catarina Pardal:</p>
<p><strong>&#8220;</strong><em>Durante meu trabalho de investigação numa grande maternidade jamaicana, havia uma luta constante entre as parturientes e as parteiras, querendo as primeiras levantar-se para se agacharem ou balançarem a pélvis para trás e para a frente, com os joelhos flectidos, e tentando as segundas metê-las na cama, onde deveriam deitar-se sossegadas, como boas doentes.</p>
<p>Uma freira da classe média, que estava de serviço na sala de parto, embaraçada por eu, uma pessoa de fora, estar a assistir a isto, disse: &#8216;Não sei como aguenta ver isto. Elas são como animais!&#8217; O pessoal estava perfeitamente consciente de que os movimentos executados pelas parturientes não eram adequados a um código de comportamento da classe média branca e sentiam-se envergonhadas.</p>
<p>As índias Sia sentam-se num banquinho baixo, enroladas num cobertor, de costas para o fogo, levantando-se e caminhando quando têm vontade. No momento da expulsão, ajoelham-se numa cama de areia, com as mãos agarradas ao pescoço do pai e as costas apoiadas ao corpo da parteira, que está sentada com os braços passados em torno delas, dando-lhes massagens no ventre. Entre os nómadas siberianos, a parturiente apoia-se a duas traves paralelas, a cerca de um metro uma da outra, ligadas por uma barra transversal; durante as contracções fica suspensa<br />
por baixo dos braços, de modo que toda a parte de baixo do corpo fica descontraída, apoiada à barra. Na Ilha de Páscoa, que constitui uma excepção dado os parteiros serem do sexo masculino, a mulher decide se prefere ficar de pé com as pernas afastadas ou sentada; o parteiro fica de pé atrás dela, apoiando-a com o seu corpo e dá-lhe massagens lentas e ritmadas no ventre.</p>
<p>A posição que a mulher adopta durante as últimas fases do trabalho de parto pode variar, desde sentada nas cadeiras e banquinhos usados na Europa medieval (que só se modificou no reinado de Luís XIV, quando os obstetras convenceram as amantes do rei a dar à luz deitadas em mesas de modo a que aquele, escondido atrás de uma cortina, pudesse ver tudo) [apud Pete M. Dunn, "Obstetric Delivery Today", Lancet, April 10, 1976], até balançar pendurada nas traves da cabana. A posição mais frequentemente adoptada, e que é também a mais vantajosa do ponto de vista fisiológico, é com as costas curvadas, os joelhos flectidos e os músculos que percorrem a parte interior das coxas descontraídas</em>&#8230;<strong>&#8220;</strong></p>
<p><strong>Sheila Kitzinger</strong>, Mães &#8211; um estudo antropológico da maternidade<br />
Lisboa, Presença, 1978; pp. 93-94
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		<title>&#8220;Ritual de coroação&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 14:52:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Parto Normal/Natural]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho de Parto]]></category>
		<category><![CDATA[Parto Normal]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;(&#8230;) Sente-se um alívio gigante quando, no meio das dores e do cansaço, alguém nos diz: «Já se vê a cabeça do bebé». Parece mentira. Um boa notícia, finalmente. Uma recompensa pelo esforço contínuo de há duas, sete, 12, às vezes 24 horas. (&#8230;) Estamos na recta final da segunda fase do trabalho de parto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;</strong>(&#8230;) Sente-se um alívio gigante quando, no meio das dores e do cansaço, alguém nos diz: «Já se vê a cabeça do bebé». Parece mentira. Um boa notícia, finalmente. Uma recompensa pelo esforço contínuo de há duas, sete, 12, às vezes 24 horas. (&#8230;)</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Estamos na recta final da segunda fase do trabalho de parto, o período expulsivo. Esta fase pode durar, no total, entre meia hora e duas horas (mais tempo nos primeiros filhos, menos tempo nos restantes). Começa quando a dilatação está completa, ou seja, quando o colo do útero chega aos 10 centímetros. Muitas vezes, é só nesta fase que rebenta a bolsa de águas</span>. Outras vezes (embora raramente), o bebé até pode nascer dentro da bolsa, que se rompe nessa altura.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">No período expulsivo, as contracções tornam-se mais prolongadas e sucedem-se cada vez mais rapidamente. Surge uma vontade incontrolável de fazer força (idêntica à vontade de ir à casa-de-banho) que resulta do saco amniótico ou parte dele avançar pelo colo do útero dilatado e fazer pressão no recto. <strong>Cada mulher deve seguir o seu instinto e fazer força quando e como quiser. Mas não é aconselhável fazer força antes de a dilatação estar completa, para não desperdiçar energias, nem rasgar o períneo</strong></span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">O normal, nesta fase, é que, em cada contracção, se sinta vontade de fazer força três a cinco vezes (durante quatro a seis segundos). As contracções são intensas e focam-se na zona abdominal, lombar e pélvica e às vezes também nas pernas</span>. (&#8230;)</p>
<p><strong>A expulsão</strong></p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Nem sempre a mulher consegue sentir que a cabeça do bebé já desceu. Por isso, é bom que alguém lhe diga que ela está mesmo ali, que faltam apenas mais duas ou três contracções para ter o bebé nos braços. Se estiver de <strong>cócoras ou sentada (as posições que mais facilitam o nascimento)</strong>, a mulher pode pedir um espelho e ver a primeira nesga do seu filho ou pode esticar a mão e tocar-lhe. É absolutamente maravilhoso e dá a energia necessária para a próxima contracção</span>. Como se fosse um impulso reflexo, imediatamente o corpo transforma-se numa onda gigante que rebenta na zona pélvica. A vontade de fazer força é agora maior do que nunca. Sente-se uma sensação de estiramento e de ardor na abertura vaginal. Chamam-lhe o «anel de fogo». A espessura do períneo é reduzida de aproximadamente cinco centímetros para menos de um centímetro. Depois do parto volta ao normal.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">A passagem da cabeça do bebé pela pélvis só é possível porque o seu cérebro é extremamente macio e flexível. Além disso, os ossos do crânio estão divididos em placas separadas, cada uma capaz de se sobrepor ligeiramente sobre as outras. Características que permitem que a cabeça do bebé seja comprimida e moldada ao passar pelo estreito canal de parto. Ainda assim, o bebé pode nascer com a cabeça mais ovalada, mas uns dias depois essa forma desaparece</span>.</p>
<p>A cabeça do bebé atravessa então a vagina e passa para o lado de fora. Ao mesmo tempo é expelida uma grande quantidade de líquido amniótico, como se fosse um jorro de água. <span style="text-decoration: underline;">Alguns médicos ajudam a cabeça a sair, dando um corte no períneo &#8211; a episiotomia. Em certos casos, pode ser necessário usar fórceps ou ventosa, especialmente se o parto já estiver muito prolongado e a mãe muito cansada. Mas, <strong>na maior parte das vezes, é possível esperar e deixar que o períneo se distenda gradualmente, ajudando a evitar lacerações. Manter a tranquilidade (tanto a mãe, como todos os que a rodeiam) é essencial para que este processo possa decorrer devagar, nos tempos certos</strong></span>. (&#8230;)</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Com a cabeça do bebé já deste lado, a mãe pode descansar mais um pouco. Respirar fundo. Recuperar energias. Neste momento, o bebé está com o rosto virado para baixo, olhos fechados, pele muito vermelha ou arroxeada. Também pode estar com o rosto virado para cima e, assim, é mesmo necessária ajuda médica, pois o bebé terá mais dificuldade em fazer o movimento de rotação que lhe permitirá expulsar o resto do corpo da barriga da mãe</span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Se estiver na posição certa, na maior parte dos casos, espera-se que o bebé decida avançar</strong>. Novamente, se a mãe lhe tocar na cabeça pode ganhar um fôlego extra, o último necessário para esta tarefa tão árdua quanto gratificante. <strong>Com a próxima contracção, e empurrado pela força da mãe, o bebé roda 45 graus, como se fosse uma espiral. Sai um ombro, depois outro e rapidamente o corpo todo está cá fora. Uma sensação de maciez passa pelo massacrado períneo, como se fosse uma massagem de agradecimento. Esta sensação deve-se ao facto de a pele do bebé estar coberta com uma matéria gorda chamada vérnix (verniz). Uma espécie de lubrificante da pele que o ajuda a escorregar pelo canal de parto</strong>. Este verniz tem uma cor esbranquiçada, que resulta da mistura de uma substância gordurosa produzida pelas glândulas sebáceas e das células de descamação do feto. <strong>Depois do nascimento, serve como camada isoladora para proteger o bebé da mudança de temperatura e como barreira defensiva de infecções ligeiras</strong></span>. (&#8230;)<strong>&#8220;</strong></p>
<p>Texto: Patrícia Lamúrias<br />
Revista PAIS &amp; Filhos<br />
17 Fevereiro 2010</p>
<p>Podem ler o artigo completo <a href="http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=2145&amp;Itemid=29" target="_blank">aqui</a>; achei-o muito elucidativo. <img src='http://www.rituaismaternos.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />
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		<title>&#8220;Mulheres devem poder comer e beber durante o parto&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 15:41:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trabalho de Parto]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Comer e beber durante o trabalho de parto deve ser permitido, segundo uma revisão de estudos publicada esta semana* no Cochrane Review. Os investigadores analisaram cinco estudos, com 3130 mulheres, para concluir que não há qualquer benefício em restringir alimentos e bebidas durante o trabalho de parto nas grávidas de baixo risco. A proibição de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;</strong><span style="text-decoration: underline;">Comer e beber durante o trabalho de parto deve ser permitido, segundo uma revisão de estudos publicada esta semana<span style="color: #ff00ff;">*</span> no Cochrane Review</span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Os investigadores analisaram cinco estudos, com 3130 mulheres, para concluir que <strong>não há qualquer benefício em restringir alimentos e bebidas durante o trabalho de parto nas grávidas de baixo risco</strong></span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">A proibição de comer e beber tem por base uma investigação de 1940. Nesse trabalho, verificou-se existir um risco acrescido de os conteúdos do estômago entrarem nos pulmões durante uma anestesia geral, o que poderia levar a doença pulmonar grave ou mesmo morte</span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Mas, desde 1940, a medicina evoluiu muito. A técnica anestésica foi bastante melhorada e as anestesias gerais em partos são muito raras. <strong>O risco de ter comida no estômago não se verifica na anestesia regional, como a epidural</strong></span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Os autores da revisão de estudos lembram ainda que <strong>a falta de nutrientes pode estar associada a partos mais longos e dolorosos e que o jejum não garante um estômago completamente vazio</strong></span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Assim, as recomendações são: «<strong>As mulheres devem poder comer e beber durante o parto, ou não, como elas quiserem</strong></span>».<strong>&#8221; </strong></p>
<p>Revista <a href="http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=2071&amp;Itemid=29" target="_blank">PAIS &amp; Filhos</a><br />
<span style="color: #ff00ff;">*</span>21 Janeiro 2010<strong><br />
</strong>
<div class="fblike_button" style="margin: 10px 0;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwww.rituaismaternos.com%2Fmulheres-devem-poder-comer-e-beber-durante-o-parto%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:25px"></iframe></div>
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		<title>&#8220;Ajude o bebé a dar a volta&#8221;</title>
		<link>http://www.rituaismaternos.com/ajude-o-bebe-a-dar-a-volta/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 16:34:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bebés que não dão a volta]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho de Parto]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;(&#8230;) 1. É importante saber qual a posição do bebé antes do parto? Sim. A posição do bebé no útero materno pode influenciar tanto o decorrer, como a duração do parto. Caso esteja numa boa posição e se mantenha assim durante o nascimento, o mais provável é que o parto decorra de forma fácil e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;</strong>(&#8230;) <strong>1. É importante saber qual a posição do bebé antes do parto?</strong><br />
Sim. <span style="text-decoration: underline;">A posição do bebé no útero materno <strong>pode influenciar tanto o decorrer, como a duração do parto</strong>. Caso esteja numa boa posição e se mantenha assim durante o nascimento, o mais provável é que o parto decorra de forma fácil e sem problemas</span>.</p>
<p><strong>2. Então qual a melhor posição em que o bebé pode ficar?</strong><br />
<span style="text-decoration: underline;">A melhor posição é a <strong>occipito-púbica (anterior)</strong>, o que quer dizer que a cabeça do bebé está a apontar para baixo, as costas estão coladas à barriga da mãe e a face está voltada para a coluna vertebral (da mãe). Esta posição permite uma <strong>passagem mais suave pelo canal de parto</strong> uma vez que a parte mais pequena da cabeça do bebé atinge o colo do útero (parte baixa do útero) em primeiro lugar. </span><strong><span style="text-decoration: underline;">A maioria dos bebés adopta naturalmente esta posição antes do nascimento</span></strong>. (&#8230;)</p>
<p><strong>4. Como posso ajudar o meu bebé a adoptar a posição mais adequada?</strong><br />
Existem alguns exercícios, desenvolvidos pela parteira neozelandesa Jean Sutton, denominados OFP (‘optimal fetal positioning&#8217;). <span style="text-decoration: underline;">O truque passa por se <strong>manter activa durante a gravidez</strong>, o que influencia o bebé a adoptar a posição mais correcta no útero. Também é importante que passe algum tempo por dia na «<strong>posição de quatro</strong>» (quatro apoios, dois joelhos e duas mãos no chão) e que <strong>rode as ancas</strong></span>. (&#8230;)</p>
<p><strong>7. E se o bebé não der a volta?</strong><br />
<span style="text-decoration: underline;">Nos casos em que o bebé está em posição transversal ou em apresentação pélvica, os médicos optam pela cesariana para evitar complicações para a mãe e para a criança. É uma das poucas situações para as quais a cesariana está indicada</span>. (&#8230;)</p>
<p><strong>10. Em qual das etapas da gravidez o bebé começa adoptar a melhor posição para nascer?</strong><br />
<span style="text-decoration: underline;">O bebé começa a mover-se desde o início da gravidez e muda de posição à medida que vai crescendo. No final da gestação, com o espaço reduzido ao mínimo, vai descer até à pélvis e adapta-se à posição em que irá nascer. Isto <strong>acontece por volta das 35 semanas</strong></span>. (&#8230;)</p>
<p><strong>13. O que posso fazer se o meu bebé já estiver na posição posterior?</strong><br />
<span style="text-decoration: underline;"><strong>Exercite as ancas</strong> quando estiver ajoelhada duas ou três vezes por dia, cinco minutos de cada vez. Yates, professora de Shiatsu, recomenda <strong>gatinhar</strong> porque, além de encorajar a posição occipital anterior (OFP), <strong>é um bom exercício para os músculos abdominais e das costas</strong>. Além de gatinhar para a frente e para trás, sugere que se espreguice como um gato. «<strong>Pela minha experiência, se a mulher adoptar a posição de quatro desde o início da gravidez e se trabalhar estes exercícios, se o bebé estiver na posição posterior dará a volta em 99 por cento dos casos</strong>». Yates recomenda ainda às mães com bebés transversais para adoptarem estas posições e, assegura que na maioria dos casos o bebé muda de posição</span>.</p>
<p><strong>14. E se nada disso resultar?</strong><br />
<span style="text-decoration: underline;">Tente não se preocupar. Alguns bebés estão determinados a ficar numa certa posição. No entanto, lembre-se que a<strong> maioria dá a volta durante o parto</strong></span>.</p>
<p><strong>15. Estou com 32 semanas e, neste momento, o meu bebé está pélvico. É um problema?</strong><br />
<span style="text-decoration: underline;">Cerca de 15 por cento dos bebés são pélvicos (com os pés ou as nádegas junto ao canal de parto) às 32 semanas. <strong>A maioria irá dar a volta nas próximas quatro semanas, com apenas três ou quatro por cento a permanecerem na posição pélvica à medida que o nascimento se aproxima</strong>. Se o bebé não der a volta às 36 semanas, poderá ter de marcar uma consulta de forma a discutir as várias opções do nascimento</span>.</p>
<p><strong>16. Quais as opções de parto mais prováveis?</strong><br />
<span style="text-decoration: underline;">Se o bebé não tiver dado a volta às 37 semanas, o obstetra pode tentar uma técnica denominada Versão Externa. Realizada em meio hospitalar, sob monitorização fetal contínua (CTG), um obstetra experiente administra um relaxante muscular uterino, no sentido de facilitar a manobra, coloca as mãos na sua barriga e empurra de forma firme para tentar guiar o bebé a dar a volta. Não é doloroso, mas pode ser desconfortável e resulta em 50 a 70 por cento dos casos. Se o bebé não mudar de apresentação, pode ser sugerida uma cesariana</span>. (&#8230;)</p>
<p><strong>19. A posição do bebé pode mudar durante o parto?</strong><br />
<span style="text-decoration: underline;">Um bebé em posição occipital posterior pode mudar para anterior durante o parto e vice-versa. Contudo, os bebés pélvicos e transversais não mudam de posição assim que o parto tem início</span>. (&#8230;)</p>
<p><strong>21. O que posso fazer para ajudar o bebé a rodar durante o parto?</strong><br />
<span style="text-decoration: underline;">Pratique movimentos que ajudem o bebé a encontrar espaço para rodar e posicionar-se na pélvis. Assim, <strong>quando começar o trabalho de parto, suba e desça escadas, rode as ancas e ande no mesmo local. Na segunda fase, evite estar deitada de costas, semi-reclinada ou sentada</strong></span>.</p>
<p><strong>22. Quais as melhores posições à medida que o trabalho de parto decorre?</strong><br />
<span style="text-decoration: underline;">O facto de <strong>estar de pé auxilia a aumentar o diâmetro pélvico. Tente levantar-se e andar, o que também pode ajudar a diminuir o tempo do parto</strong>. «Mantenha-se activa» diz Yates «e inclua a posição de «gatas» no trabalho de parto</span>».</p>
<p><strong>23. Sinto-me exausta. Posso deitar-me um pouco?</strong><br />
<span style="text-decoration: underline;">Deitar-se de costas pode atrasar o trabalho de parto uma vez que impede o aumento do diâmetro da pélvis. Se estiver muito cansada <strong>deite-se um pouco sobre o lado esquerdo. As contracções mantêm-se e o bebé vai receber mais oxigénio</strong></span>.</p>
<p><strong>24. Qual a melhor posição se sofrer de dor nas costas?</strong><br />
<span style="text-decoration: underline;">Pode ser um sinal que o bebé está na posição occipital posterior, por isso é preferível uma posição que retire o peso do bebé da sua coluna. A melhor forma é <strong>colocar-se na posição de quatro, com almofadas debaixo das mãos e dos joelhos</strong></span>. (&#8230;)</p>
<p><strong>26. Quando chegar a parte de fazer força, qual a melhor posição?</strong><br />
As posições mais eficazes são de <strong>cócoras, ajoelhada ou de quatro</strong>, uma vez que <strong>possibilitam suportar todo o processo com maior conforto</strong>. (&#8230;)<strong>&#8220;</strong></p>
<p>Texto: Sónia Mendes de Almeida<br />
Revista PAIS &amp; Filhos<br />
9 Novembro 2009</p>
<p>Aconselho a lerem o<a href="http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=1917&amp;Itemid=29&amp;limit=1&amp;limitstart=0" target="_blank"> artigo completo</a>, é bastante informativo.
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		<title>Dançar no Trabalho de Parto</title>
		<link>http://www.rituaismaternos.com/dancar-no-trabalho-de-parto/</link>
		<comments>http://www.rituaismaternos.com/dancar-no-trabalho-de-parto/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 13:59:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trabalho de Parto]]></category>

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		<description><![CDATA[Será que nos hospitais portugueses deixam as mulheres dançarem durante o trabalho de parto? Penso que seria uma boa ajuda, nem que fosse para a mulher se sentir mais relaxada!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Será que nos hospitais portugueses deixam as mulheres dançarem durante o trabalho de parto? Penso que seria uma boa ajuda, nem que fosse para a mulher se sentir mais relaxada!</p>
<p><object width="425" height="350" data="http://www.youtube.com/v/5XnzEhdrwfg&amp;feature" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/5XnzEhdrwfg&amp;feature" /></object>
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		<title>Trabalho de Parto na Água</title>
		<link>http://www.rituaismaternos.com/trabalho-de-parto-na-agua/</link>
		<comments>http://www.rituaismaternos.com/trabalho-de-parto-na-agua/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 13:47:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Parto Normal/Natural]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho de Parto]]></category>
		<category><![CDATA[Parto Natural]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;No Hospital de São Bernardo já é possível entrar numa piscina de água aquecida durante o trabalho de parto. O enfermeiro-obstetra Vítor Varela enumera as vantagens e conta como se chegou até aqui. Como decorre o trabalho de parto na água? A grávida pode pedir para entrar na água ou é-lhe proposta essa opção em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;</strong>No Hospital de São Bernardo já é possível entrar numa piscina de água aquecida durante o trabalho de parto. O enfermeiro-obstetra Vítor Varela enumera as vantagens e conta como se chegou até aqui.</p>
<p><strong>Como decorre o trabalho de parto na água? A grávida pode pedir para entrar na água ou é-lhe proposta essa opção em determinado momento?</strong><br />
É um processo calmo, relaxante com a parturiente a participar em todos os momentos do trabalho de parto. À partida, a escolha da parturiente na utilização da água no trabalho de parto está condicionada no Hospital de S. Bernardo a uma entrevista prévia, onde é apresentado e discutido com a parturiente o nosso protocolo/procedimento e assinado o consentimento informado.</p>
<p><strong>É uma opção para qualquer grávida saudável?</strong><br />
Sim, para qualquer parturiente saudável com uma gravidez vigiada considerada de baixo risco que tenha realizado preparação para o nascimento.</p>
<p><strong>Deve recorrer-se à água em determinado período da dilatação? Ou depende de caso para caso? E quando é a altura de sair?</strong><br />
O inicio do trabalho de parto é espontâneo, sendo a parturiente convidada a entrar na água no inicio da fase activa do trabalho de parto, ou seja com 4 cm de dilatação do colo uterino. Pedimos a saída da parturiente na fase da dilatação completa inicio do período expulsivo.</p>
<p><strong>A expulsão nunca acontecerá na água? Porquê?</strong><br />
Sim, de momento não temos a equipa treinada para o parto se efectuar na água, sendo que o nosso objectivo não é a realização do parto na água, mas sim diminuir a medicalização do trabalho de parto e número exagerado de cesarianas.</p>
<p><strong>Esta pode ser uma forma de conseguir esses objectivos?</strong><br />
Sim, <span style="text-decoration: underline;">o uso da água está inserido num projecto de promoção do parto normal, tal como preconizado pela <strong>OMS</strong> (Organização Mundial de Saúde). Procuramos <strong>reduzir a instrumentalização e a medicalização</strong></span>. Houve uma grande vontade da equipa de Enfermeiros de Saúde Materna de modificar a abordagem da assistência ao parto neste hospital. <span style="text-decoration: underline;">Cada serviço de obstetrícia deve ser responsável por instituir um novo <strong>modelo que reduz custos e que traz mais vantagens para a saúde da mulher e da criança</strong>. Não se trata de uma moda. <strong>É um direito</strong>. Este modelo de assistência traz benefícios a todos os níveis. <strong>A imersão na água é prática comum em toda a Europa e tem excelentes resultados ao nível do alívio da dor</strong></span>.</p>
<p><strong>Trata-se de uma piscina insuflável? Apenas uma? Ou pode estar mais do que uma grávida em trabalho de parto na água ao mesmo tempo?</strong><br />
Sim, são piscinas insufláveis e descartáveis. Após a utilização, a própria parturiente pode dar-lhe o uso que entender. Pode inclusivamente adquiri-la fora e levá-la para o Hospital. Mas apenas podemos ter uma parturiente em trabalho de parto com esta metodologia.</p>
<p><strong>Quais as vantagens do recurso à água durante o parto?</strong><br />
<span style="text-decoration: underline;">O efeito relaxante da água <strong>reduz o efeito da dor das contracções, diminuindo a duração do trabalho de parto</strong>. Liberdade de movimentos e posicionamento favorece a descida mais rápida e menos traumática do feto no canal de parto. <strong>Reduz a necessidade de recursos a analgésicos, nomeadamente a analgesia epidural</strong>. Reduz a pressão arterial. Reduz a intervenção dos profissionais de saúde. Aumenta a oxigenação do feto durante o trabalho de parto</span>. <strong>&#8220;</strong></p>
<p>Texto: Ana Esteves<br />
Revista IOL Mãe<br />
2009/08/26</p>
<p>Podem ler o artigo completo <a href="http://www.mae.iol.pt/artigo.php?id=1084675&amp;div_id=3630" target="_blank">aqui</a>.
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		<title>Comer durante o Trabalho de Parto</title>
		<link>http://www.rituaismaternos.com/comer-durante-o-trabalho-de-parto/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 11:47:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trabalho de Parto]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Investigadores do King&#8217;s College London compararam a forma como decorreram os partos de um grupo de 2426 mulheres que foi autorizado a comer de forma ligeira durante o trabalho de parto com os dados existentes para as mulheres em que não há ingestão de qualquer alimento. E concluíram que não há grandes diferenças no desenrolar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;</strong><span style="text-decoration: underline;">Investigadores do King&#8217;s College London compararam a forma como decorreram os partos de um grupo de 2426 mulheres que foi autorizado a comer de forma ligeira durante o trabalho de parto com os dados existentes para as mulheres em que não há ingestão de qualquer alimento. E concluíram que não há grandes diferenças no desenrolar do trabalho de parto</span>.</p>
<p><strong>Não aumentou o risco de vómitos e não se registou qualquer impacto para o bebé ou para a mãe. Não aumentou a duração do parto, nem a necessidade de intervenções médicas, nem a taxa de cesarianas</strong>. <span style="text-decoration: underline;">44 por cento das mulheres (que comeram) tiveram partos vaginais espontâneos e normais, uma taxa idêntica à que se verifica quando as mulheres apenas são autorizadas a beber água</span>.</p>
<p>A incidência de vómitos também foi idêntica, assim como a duração média do trabalho de parto.<br />
O estudo foi publicado na edição on line de Março do British Medical Journal.</p>
<p><strong>Não há razão para não comer</strong><br />
A <strong>doula Catarina Pardal</strong> não se surpreende com estes resultados: «<span style="text-decoration: underline;">Se uma mulher sente vontade de comer, é porque o seu organismo tem essa necessidade e não há razão para impedi-la de o fazer. A razão por que não é permitido comer no parto hospitalar prende-se com a eventualidade de ser necessária uma anestesia geral. Mas havendo o recurso à anestesia epidural, mesmo para as cesarianas, não faz sentido continuar com esta prática</span>.»</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Do que tem observado na sua experiência, «as mulheres em trabalho de parto activo não costumam sentir fome, mas se o parto se prolonga muito por vezes pedem alimentos açucarados que lhes dêem mais energia</span>».</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Uma vez que não é permitido comer, no hospital recorre-se ao <strong>soro</strong>. «Essa solução tem contra-indicações pois <strong>limita os movimentos e a descontracção da mulher</strong>, muito mais importantes para o decorrer do trabalho de parto do que comer ou não comer», considera Catarina Pardal. «Para a eventualidade de ser preciso administrar qualquer medicamento por via intra-venosa, <strong>bastava ter a veia canalizada</strong>, não era necessário o soro, que limita muito a mulher</span>», acrescenta.<strong>&#8220;</strong></p>
<p>Texto: Ana Esteves<br />
Revista <a href="http://www.mae.iol.pt/artigo.php?id=1052429&amp;div_id=3722" target="_blank">IOL Mãe</a><br />
2009/03/26
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		<title>&#8220;Quero andar!&#8221;</title>
		<link>http://www.rituaismaternos.com/quero-andar/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2009 09:33:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trabalho de Parto]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Permanecer deitada durante a dilatação, sobretudo na fase inicial, torna o trabalho de parto mais demorado, prolongando-o aproximadamente uma hora. Uma revisão de 21 estudos realizados nos últimos anos. A conclusão foi publicada no site da Cochrane Library, uma instituição científica sem fins lucrativos. «Na maioria dos países em desenvolvimento, as mulheres permanecem em pé [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;</strong><span style="text-decoration: underline;">Permanecer deitada durante a dilatação, sobretudo na fase inicial, torna o trabalho de parto mais demorado, prolongando-o aproximadamente uma hora</span>.</p>
<p>Uma revisão de 21 estudos realizados nos últimos anos. A conclusão foi publicada no site da <a href="http://www.mrw.interscience.wiley.com/cochrane/clsysrev/articles/CD003934/frame.html" target="_blank">Cochrane Library</a>, uma instituição científica sem fins lucrativos.</p>
<p>«<span style="text-decoration: underline;">Na maioria dos países em desenvolvimento, as mulheres permanecem em pé ou caminham durante as fases adiantadas do parto sem sofrer efeitos adversos</span>», afirma a autora principal do estudo, Annemarie Lawrence, do instituto de saúde materno-infantil do hospital de Townsville em Queensland, na Austrália. Os dados mostram que «<span style="text-decoration: underline;">há benefícios e nenhum risco ao ficar erguida ou em movimento durante a primeira fase do parto». Por isso, recomenda que as mulheres se movimentem, escolhendo a posição que considerarem mais confortável e evitando ficar deitadas</span>.</p>
<p>Mais um estudo a corroborar todas as evidências científicas que justificam a defesa da liberdade de movimentos durante o trabalho de parto. <span style="text-decoration: underline;">A gravidade e o facto de a mulher poder rodar e mexer a bacia, pôr-se de cócoras ou de gatas, ajudam o bebé a descer no canal de parto. Pelo contrário, a posição deitada (que só foi adoptada para facilitar a actuação médica), dificulta e prolonga o trabalho de parto</span>.<strong>&#8221; </strong></p>
<p>Revista <a href="http://www.mae.iol.pt/artigo.php?id=1059378&amp;div_id=3722" target="_blank">IOL Mãe</a><br />
2009/04/23
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		<title>&#8220;Ligada ao CTG&#8221;</title>
		<link>http://www.rituaismaternos.com/ligada-ao-ctg/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 11:45:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trabalho de Parto]]></category>
		<category><![CDATA[Recomendações OMS]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O CTG (Cardiotocógrafo) regista a regularidade e intensidade das contracções, mas também a forma como o ritmo cardíaco fetal reage a cada contracção. É preciso colocar eléctrodos na barriga da grávida, presos com umas faixas elásticas, e ligados por fios ao aparelho. Os resultados surgem em dois gráficos diferentes: um relativo à intensidade das contracções, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;</strong><span style="text-decoration: underline;">O CTG (Cardiotocógrafo) regista a regularidade e intensidade das contracções, mas também a forma como o ritmo cardíaco fetal reage a cada contracção</span>. É preciso colocar eléctrodos na barriga da grávida, presos com umas faixas elásticas, e ligados por fios ao aparelho. Os resultados surgem em dois gráficos diferentes: um relativo à intensidade das contracções, o outro relativo ao batimento cardíaco do feto.</p>
<p>Estes dados são importantes para avaliar a forma como o trabalho de parto está a progredir e permitem também avaliar o bem-estar fetal. De resto, o CTG não é usado apenas durante o parto, mas também no final da gravidez, para avaliar o bem-estar do bebé.</p>
<p><strong>Contínuo ou intermitente?</strong><br />
<span style="text-decoration: underline;">O registo contínuo das contracções através do CTG é a rotina nos hospitais portugueses. Ou seja, assim que a grávida chega é ligada ao CTG e só depois de o bebé nascer é liberta dos eléctrodos. No entanto, a <strong>Organização Mundial de Saúde</strong> considera que o CTG não deve ser usado de forma contínua em <strong>gravidezes de baixo risco</strong>. O CTG limita os movimentos da grávida o que pode ter mais desvantagens do que a monitorização contínua, sobretudo quando se trata de gravidezes de baixo risco</span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Se não existe risco acrescido no parto para si e para o seu bebé, pode solicitar no seu <a href="http://www.rituaismaternos.com/2009/05/plano-de-parto/" target="_blank">plano de parto</a> que a monitorização com o CTG não seja contínua, mas apenas esporádica, de forma a avaliar pontualmente a intensidade das contracções e o bem-estar fetal</span>.</p>
<p>«<strong>Fazer monitorização fetal com auscultação intermitente» </strong>é uma das <a href="http://www.rituaismaternos.com/2009/05/recomendacoes-da-oms/" target="_blank">recomendações da Organização Mundial de Saúde</a> para o Atendimento ao Parto Normal. <span style="text-decoration: underline;">A monitorização electrónica fetal é considerada no mesmo documento uma conduta frequentemente usada de forma inapropriada</span>.</p>
<p><strong>As melhores provas</strong><br />
No livro «As melhores provas» (Temas e Debates) pode ler-se:</p>
<p>«<span style="text-decoration: underline;">Não há dúvida de que a utilização de um monitor electrónico fetal para observar continuamente os ritmos cardíacos dos bebés durante o parto <strong>aumenta o número de cesarianas sem benefício para os bebés</strong></span>. Isso significa que alguns bebés monitorizados de forma contínua nascem por cesariana sem que seja necessário. Infelizmente, não sabemos quais. As pesquisas estão a tentar definir quais os ritmos cardíacos fetais que indicam asfixia fetal. <span style="text-decoration: underline;">Até à data, todos os ritmos considerados &#8220;preocupantes&#8221; continuam a incluir muitos bebés saudáveis</span>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">A recomendação mais correcta destinada a reduzir as cesarianas desnecessárias (&#8230;) parece ser a seguinte: não utilizar a <strong>monitorização contínua</strong> durante o parto em casos de gravidez normal</span>.»<strong>&#8220;</strong></p>
<p>Texto: Ana Esteves<br />
Revista <a href="http://www.mae.iol.pt/artigo.php?id=933478&amp;div_id=3629" target="_blank">IOL Mãe</a><br />
2008/04/01<strong><br />
</strong>
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		<title>&#8220;Poderosas Contracções&#8221;</title>
		<link>http://www.rituaismaternos.com/poderosas-contraccoes/</link>
		<comments>http://www.rituaismaternos.com/poderosas-contraccoes/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 12:27:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rituais Maternos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trabalho de Parto]]></category>
		<category><![CDATA[Parto Natural]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;As contracções são involuntárias e poderosas. Há quem diga que são o motor do parto. Correspondem à contracção do útero e dos músculos abdominais, com uma certa duração, frequência e intensidade. A sua acção vai empurrando o bebé no sentido do canal cervical e promovendo o apagamento do colo e a dilatação do canal. Também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;</strong>As contracções são involuntárias e poderosas. Há quem diga que são o motor do parto. <span style="text-decoration: underline;">Correspondem à contracção do útero e dos músculos abdominais, com uma certa duração, frequência e intensidade. A sua acção vai <strong>empurrando o bebé</strong> no sentido do canal cervical e promovendo o apagamento do colo e a <strong>dilatação do canal</strong>. Também é por acção das contracções que <strong>a placenta é expulsa</strong> na terceira fase do trabalho de parto (a chamada dequitadura). Além disso, as contracções do pós-parto são importantes para <strong>estancar pequenas hemorragias</strong> que possam existir na parede uterina</span>.</p>
<p><strong>Ajudar as contracções</strong><br />
Não podemos decidir ter contracções, mas podemos promovê-las ou, pelo contrário, contribuir para a diminuição da sua intensidade e frequência. Por isso se consegue adiar por algum tempo o início de um parto prematuro, com repouso, ou <span style="text-decoration: underline;">favorecer o início do trabalho de parto, no final da gravidez, através de caminhadas ou de actividade sexual</span>. Estes dois exemplos mostram como é contraditório pedir a uma grávida que está em trabalho de parto, seja no início ou no meio do processo, para ficar deitada.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">É benéfico para estimular as contracções que a grávida possa ter <strong>liberdade de movimentos</strong>, possa caminhar, fazer rotação das ancas, pôr-se de cócoras se o corpo assim o pedir. Essa liberdade de movimentos promove as contracções, enquanto que a posição deitada, imóvel, pode abrandar o seu ritmo e intensidade ou mesmo fazer com que párem</span>.</p>
<p>A camada intermédia da parede do útero é a responsável pelas contracções. Essa camada chama-se miométrio e é constituída unicamente por tecido muscular. As células do miométrio têm ligações especiais entre si que tornam possível a contracção de toda a parede uterina em simultâneo. <span style="text-decoration: underline;">Mas de onde vem a ordem para que estas células permitam a contracção? De elementos bioquímicos e hormonais que entram em circulação no corpo da grávida. O estrogénio, a <strong>occitocina</strong> e <strong>endorfinas naturais</strong> fazem parte deste «caldo» único e irrepetível</span>.</p>
<p><strong>Contracções = Trabalho de parto?</strong><br />
Nem todas as contracções são sinal de trabalho de parto. Até às 30 semanas de gestação, o útero pode contrair esporadicamente, às vezes de forma imperceptível. Depois, podem começar a surgir contracções um pouco mais intensas, mas ainda <span style="text-decoration: underline;">esporádicas e indolores: são as chamadas <strong>contracções de Braxton-Hicks</strong></span>. Normalmente não são dolorosas e podem ter a duração de poucos segundos a um minuto. <span style="text-decoration: underline;">Nas últimas 10 semanas de gravidez, a frequência e intensidade das contracções pode aumentar, ainda sem que tal represente o início do trabalho de parto</span>. Há especialistas que chamam a esta fase o <strong>período pré-parto ou fase latente</strong>. Pode durar várias semanas.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">As contracções que marcam o <strong>início do trabalho de parto</strong> têm um intervalo regular entre si e uma intensidade crescente. Nesta fase, estar descontraída e confiante é a melhor forma de ajudar o seu corpo a manter o ritmo das contracções. Luz baixa e poucas palavras ajudam-na a concentrar-se no que o seu corpo lhe pede.</span></p>
<p>As contracções regulares e intensas que marcam o início do trabalho de parto têm outra característica que permite distingui-las: <span style="text-decoration: underline;">sentem-se com mais intensidade na parte superior do útero e parecem propagar-se de cima para baixo. O intervalo entre elas é muito variável de mulher para mulher</span> e mesmo de gravidez para gravidez na mesma mulher. Pode começar por ser de 10 minutos, mas também pode ser de 15. Depois vai diminuindo. Esta é a <span style="text-decoration: underline;">fase latente do trabalho de parto que pode demorar várias horas</span>, com contracções espaçadas, pouco prolongadas e pouco intensas. <span style="text-decoration: underline;">A meio da dilatação é normal que o intervalo entre contracções seja de três a cinco minutos e na expulsão de apenas um minuto. A duração das contracções é também um indicador importante para avaliar a <strong>evolução do trabalho de parto</strong>. No início duram 45 segundos, na fase da expulsão podem durar um minuto e meio</span>.<strong>&#8220;</strong></p>
<p>Texto: Ana Esteves<br />
Revista <a href="http://www.mae.iol.pt/artigo.php?id=933515&amp;div_id=3628" target="_blank">IOL Mãe</a><br />
2008/04/01<strong><br />
</strong>
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