“Menos sexo na gravidez”

“Medos infundados fazem reduzir actividade sexual.

Quando o assunto é sexo na gravidez, ainda há muitos medos infundados e mitos que atrapalham. Um estudo conduzido por Joana Rocha Pauleta, do serviço de Obstetrícia, Ginecologia e Medicina da Reprodução do Hospital de Santa Maria, permitiu concluir que apesar de a satisfação sexual não diminuir durante este período (para 48,4 por cento das mulheres), existe uma diminuição da actividade sexual, sobretudo no terceiro trimestre (para 55 por cento das mulheres).

Participaram no estudo 188 mulheres, com idades entre os 17 e os 40 anos, que deram à luz naquele hospital.

O medo da penetração foi um dos mais referidos – 23,4 por cento das mulheres sentiram-no durante a gravidez, mas 98,3 por cento praticaram-na. Receio de um aborto espontâneo ou de um parto prematuro foram associados à actividade sexual.
38,1 por cento praticaram sexo oral e 6,6 a penetração anal. A masturbação foi uma opção para 20,4 por cento das mulheres.

Quanto à frequência, 55 por cento das participantes revelaram que houve um decréscimo na actividade sexual durante o terceiro trimestre da gravidez. Para 44,7 por cento das mulheres, o primeiro trimestre foi aquele em que a actividade sexual foi mais frequente. Isto apesar de o segundo trimestre ser aquele em que as grávidas se sentem geralmente melhor.

Para 38 por cento das mulheres, o desejo sexual permaneceu inalterado, mas diminuiu para 32,5 por cento das inquiridas.

Segundo os investigadores envolvidos no estudo, publicado no The Journal of Sexual Medicine, é importante que a sexualidade seja abordada nas consultas de obstetrícia para que o casal possa estar mais informado e preparado para as modificações que a gravidez pode implicar na vida sexual.

Revista IOL Mãe
2010/03/01

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