“Mulheres, Curandeiras, Bruxas e Parteiras”
Achei muito interessante este texto que li no blog brasileiro “Nossos Bebês“, escrito por Larissa Grandi:
“Historicamente, parto sempre fez parte da evolução humana e do dia-a-dia das famílias em vilas ou comunidades. Na maioria das vezes, era atendido por parteiras na casa da gestante. Para os Maoris (povo nativo da Nova Zelândia) e outras tribos, parto era considerado um acontecimento normal e parte do quotidiano. Mulheres tinham trabalho de parto em posições verticais usando sua sabedoria instintiva de como expandir a pélvis com a ajuda da gravidade e sabiam direitinho como usar os músculos abdominais para dar à luz. Na cultura Maori, a placenta (whenua) é considerada sagrada e enterrada num local secreto. Bebés recém-nascidos ficavam perto de suas mães, para conforto e calor, sem falar que a maioria amamentava exclusivamente por alguns anos. Mulheres eram consideradas curandeiras e herbalistas, dominando a arte da cura.
Porém, o poder feminino foi reprimido pela sociedade durante a Inquisição, quando mulheres foram consideradas bruxas e queimadas para “purificar suas almas”. O “tempo das queimadas” (Burning Times) ocorreu entre os séculos quinze e dezoito, matando milhares de mulheres acusadas pela Igreja de serventes do demónio. Foi então que o poder feminino foi associado com culpa e vergonha, incluindo a prática das parteiras.
Mulheres, onde está a nossa força interna de confiar na capacidade da vida? Quando poderemos viver em comunidades que se ajudam umas às outras para cuidar de maneira gentil os nossos filhos? (…)
PS: Não há necessidade de negar a tecnologia que ajuda no nascimento de situações de risco (menos de 10%), mas sim de respeitar os outros 90% de partos de baixo risco sem interferir no processo fisiológico de nascer e amamentar (Organização Mundial de Saúde, 2010).“
Filed under: Mulher, Parto Normal/Natural on Abril 12th, 2010






Girl POWER!!!
Exactamente! a técnologia existe para nos ajudar, não para tomar conta de nós.
A Mãede6 agora fez-me sorrir!
É isso mesmo: Girl Power, Women Power!!
Olá Floriana, obrigada pelo seu comentário tão sensato!