“O poder do sangue”
Informação retirada do site brasileiro Amigas do Parto:

“ (…) A mulher sente muito claramente a renovação em seu próprio corpo no ciclo menstrual. Uma das diferenças, no pensamento nativo, é a forma como as mulheres encaram a menstruação. A maioria das mulheres só agradecem sua menstruação quando estão preocupadas com uma gravidez indesejável. Geralmente a amaldiçoam dizendo coisas do tipo :
- Que saco! Vou ficar menstruada justo na sexta-feira ! ou Todas as vezes que menstruo fico irritada ! e por aí vai…
Já a consciência nativa reconhece que a menstruação é um “Momento de Poder” para a mulher. A consciência nativa abençoa a menstruação. Na nossa sociedade é cada vez maior o número de mulheres que sofrem por tpm. Sempre que alguém amaldiçoa uma determinada parte do corpo ou de suas funções naturais não pode esperar outra coisa que não desequilíbrio.
As nativas norte-americanas realizam um importante rito de passagem da criança à puberdade. Estes ritos se realizam depois da primeira menstruação. É um momento importante porque a menina se transforma em mulher. Ela deve entender o significado desta mudança e conhecer os deveres que deverá cumprir de agora em diante.
Ela compreende que essa mudança chegou até ela de forma sagrada e, assim como a Mãe Terra, ela poderá ter filhos e ensiná-los a viver de uma maneira sagrada. Ela também deverá saber que a cada mês, quando chega sua menstruação ela recebe uma influência, que deverá observar e tomar cuidado, pois nessa condição ela poderá neutralizar o poder de um xamã.
O sangue está muito relacionado com a Lua . Para os nativos americanos, quando as mulheres estão menstruadas eles dizem que estão “de lua”. Os nativos reconhecem que menstruar é uma parte importante na vida de uma mulher. Um ritmo que é vital para a saúde psíquica e física. Os nativos americanos reconhecem que na menstruação a mulher atinge o nível mais alto do seu poder espiritual onde a actividade mais apropriada é o descanso e recolhimento para acumular sabedoria.
Uma mulher menstruando tem o potencial de ser mais poderosa do que qualqer mulher ou qualquer homem, em qualquer momento.
Em algumas tradições a menstruação era considerada como um tempo especial e sagrado. Nas culturas matriarcais o sangue era uma forma de reverenciar a Deusa. O sangue era valorizado por ter poderes mágicos. Em algumas tradições, o sangue menstrual era oferecido em cerimónias. Era sagrado para os Celtas, Egípcios, Tântricos, etc.
Uma cerimónia simples pode ser feita, onde a mulher cava um buraco na terra e de cócoras deixa o sangue menstrual ir para a terra, colocando os pensamentos negativos sobre a feminilidade e pedindo para a terra transformar a energia negativa que existe ao redor da sua natureza feminina, pedindo equilíbrio e consciência.
Hoje é muito comum a crise nas adolescentes, que balançam entre meninas X adultas. Perdemos nossos rituais de passagem. Na tenda da Lua as mulheres ficavam o período menstrual recolhidas, contando histórias, e recebiam as meninas que estavam no primeiro ciclo menstrual. O sangue era colhido num visgo, folha, era oferecido na beira do Rio para Vovó Lua e Mãe-Terra. As meninas entravam como adolescentes e na saída eram mulheres. Na tenda todas ofereciam seu sangue para Mãe-Terra, e as mais velhas ensinavam às mais novas os segredos e a arte de “SER MULHER”.
O corpo é uma pista que leva a compreender o que estamos fazendo em níveis não-físicos. O desequilíbrio menstrual mostra a necessidade de honrar a vida, de realizar mudanças e ajustes. (…) “
Fonte: Xamanismo
Filed under: Mulher on Janeiro 29th, 2010





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