“O recurso à palmada”

Um em cada cinco pais daria uma palmada aos filhos, em determinadas situações. São números de um estudo realizado nos Estados Unidos, na Universidade de Michigan. Um inquérito de nível nacional, que envolveu 1500 pais, revelou quais os métodos que os americanos consideram mais adequados para disciplinar os filhos. A palmada continua a ser escolhida por um quinto dos pais.

Para 88 por cento dos inquiridos, o método de eleição é a explicação das razões de determinada regra. 70 por cento dos pais retiram privilégios aos filhos e 59 recorrem a castigos (não poderem sair do quarto, por exemplo).

Verificou-se que a palmada é mais frequente quando as crianças são mais novas – dos dois aos cinco anos – e também tem índices mais elevados em certas regiões do país (oeste e sul).

Os resultados do estudo foram publicados na edição de Maio do jornal Pediatrics.

Um estudo anterior, também publicado naquele jornal, estabeleceu uma relação entre a palmada e a agressividade nas crianças. As que são frequentemente castigadas dessa forma têm mais 50 por cento de probabilidades de se tornarem agressivas aos cinco anos.

Outro estudo estabeleceu relação entre os castigos físicos e um QI mais baixo do que a média das crianças que não sofrem esse tipo de tratamento.

Nunca bater
O pediatra Mário Cordeiro dá como conselho «nunca bater». Mas afirma que «dar uma palmada numa mão ou numa fralda pode não ser bater, se for a única maneira de estabelecer um limite (…) Nunca se deve magoar uma criança ou bater de modo a fazer doer. A palmada pode ser uma maneira de marcar um momento, mas apenas isso. Bater, seja com o que for, é errado e pode ser considerado um mau-trato».

Revista IOL Mãe
2010/04/28

Definitivamente sou contra a violência, física ou emocional, mais ainda numa criança e principalmente num filho meu! Penso que há outras formas eficazes e suaves de orientarmos as crianças (“educar” por vezes parece-me um termo que ganha uma certa carga pesada, eu diria até negativa!).

Agora, confesso que não vejo uma palmada num “rabiosque” protegido com airbag (diga-se fralda ;) ) como um método propriamente agressivo ou violento. Acho que acima de tudo tem que se perceber o motivo que nos levou a dar essa palmada e se de facto a criança irá entendê-la como uma forma de a avisar que fez algo que à partida não foi correcto.

Mas também aqui já entram outros factores, que têm a ver com os nossos valores enquanto pais e “orientadores”/”mentores”.

Gostava de saber a vossa opinião! ;)

One Response to ““O recurso à palmada””

  1. [...] This post was mentioned on Twitter by Maria João. Maria João said: "O recurso à palmada": http://www.rituaismaternos.com/o-recurso-a-palmada/ [...]

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