Um Parto Suave! :)

Alma de Parteira

Suely Carvalho, parteira brasileira, fala sobre o nosso primeiro direito: o de nascer bem! :)

Divulgo

Workshop Feng Shui Feminino

Encontro Liga La Leche

Comunicação da Eliminação (higiene natural com ou sem fraldas)

Vejam na página do blog RM no facebook.

“Dormir com os pais não é prejudicial para as crianças”

“Não existe qualquer ligação entre dormir na cama dos pais e o surgimento de problemas cognitivos e de comportamento.

Partilhar a cama com os filhos é uma das práticas educativas mais polémicas. Mas talvez seja também aquela que todos os pais, a certa altura já experimentaram. Mesmo aqueles que a consideram negativa.

Os que confiam mais no instinto, defendem que dormir em família é saudável e recomenda-se. Mas muitas são as vozes que se levantam contra os perigos. Apesar de favorecer a amamentação, a comunidade científica desaconselha esta prática pois dormir com os pais nos primeiros meses de vida aumenta o risco de Síndrome da Morte Súbita.

Em relação às crianças mais crescidas, a partir do primeiro ano de vida, é voz corrente que a cama dos pais é nociva para o desenvolvimento psicossocial, pois torna-as mais dependentes, não favorecendo a autonomia. Mas será realmente assim? Poucos estudos foram feitos no sentido de compreender os efeitos de partilhar a cama dos pais, mas ideias feitas existem muitas.

Na edição de Agosto do jornal Pediatrics pode ler-se a apresentação de um estudo que analisou o desenvolvimento de 944 crianças. Foram avaliadas aos 12 meses, aos dois anos, aos três e aos cinco. Os autores declaram que não foram encontradas diferenças quanto ao comportamento e desenvolvimento cognitivo entre as crianças que partilharam a cama dos pais e aquelas que dormiram na sua própria cama. E não foi estabelecida qualquer ligação entre problemas cognitivos e de comportamento e o facto de se ter dormido com os pais.

Por isso, os pais devem tomar decisões quanto ao local onde as crianças dormem baseados nas suas especificidades enquanto família e escolhendo em função da forma que acreditam ser aquela que mais contribui para a qualidade de sono da criança e da família.”

Texto de Ana Esteves, Revista IOL Mãe (2011-07-18)

Já tinha partilhado a minha história aqui no blog RM. Actualmente o meu filho, com mais de 12 meses, ainda dorme comigo. Deito-o ao meu lado até ele adormecer e depois ponho-o na cama dele que fica ao lado da minha. Durante a noite costuma choramingar, dou-lhe a mão, faço-lhe festinhas, digo-lhe que estou ali, às vezes canto e vejo a reacção dele. Algumas vezes sossega, outras começa a chorar mais intensamente, senta-se ou põe-se de pé (meio a dormir). Por isso regra geral tiro-o da cama dele e deito-o ao meu lado, onde dorme até de manhã (algumas vezes continuando a mexer-se). Mais raramente lá houve uma ou duas vezes que dormiu a noite toda na cama dele, só vindo para a minha já de dia. Tem dias em que acorda mal disposto, mas muitas vezes é uma delícia vê-lo abrir os olhinhos, sorrir para mim e ficarmos os 2 na cama por alguns minutos numa “ronha” matinal. :D Neste momento estou a passar uma temporada no campo e sem dúvida que houve uma melhoria no sono do meu filho. Sim, ainda não tem um sono tranquilo e já não sei há muito tempo o que é deitar-me, adormecer e só acordar de manhã. Mas também já não sou apenas Mulher, sou também Mãe! :D E sei que com o tempo o meu filho irá ter um sono mais tranquilo e conseguirá dormir a noite toda na sua cama e no seu quarto, mas tudo a seu tempo. ;)

“Banho tóxico para bebés”

“Nos EUA, apela-se a um boicote ao consumo do champô Baby Johnson’s. Segundo um novo relatório, este mantém, mas apenas em alguns países, uma fórmula que inclui substâncias cancerígenas.

O grupo The Campaign for Safe Cosmetics pediu aos pais americanos um boicote ao champô Baby Johnson’s. Segundo a organização (uma aliança de várias associações não governamentais de todo o mundo), este champô continua a conter substâncias cancerígenas na sua fórmula.

Está em causa a presença de 1,4-dioxane e de quartenium-15, um conservante químico que destrói as bactérias pela libertação de formaldeídos. Estas substâncias aumentam o risco de cancro e o aparecimento de alergias. Depois de há dois anos, o grupo ter alertado para o facto de alguns cosméticos para bebés conterem substâncias nocivas, esperavam-se algumas mudanças. Mas segundo um relatório agora apresentado, a Jonhson & Jonhson continua a manter em alguns países, incluindo os EUA, a fórmula inicial. O relatório tem o título “A banheira dos bebés ainda é tóxica”. Entre Julho e Outubro deste ano, The Campaign for Safe Cosmetics analisou a composição dos champôs Baby Johnsons comercializados em 13 países para avaliar se ainda continham as substâncias em causa. E concluiu que nos EUA, Australia, Canadá, China e Indonésia, o champô continua a ser comercializado com as referidas substâncias na sua composição. Pelo contrário, na Dinamarca, Finlândia, Japão, Noruega, África do Sul, Suécia, Reino Unido e Holanda, o mesmo champô já está livre dos elementos prejudiciais.

Além destes resultados, o documento conta com um abaixo-assinado com cerca de 3,5 milhões de assinaturas recolhidas em vários países. Se é possível à Johnson & Johnson produzir o mesmo champô sem formaldeídos, a organização americana exige que o mesmo seja feito em todos os países, pois todos os bebés merecem ser protegidos de substâncias cancerígenas. É assim exigido à multinacional que deixe de comercializar produtos com substâncias nocivas até ao dia 15 de Novembro.

Por esta razão, apelam também a todos os pais para que deixem de comprar o referido champô – uma forma de pressão para que a companhia altere a fórmula em todos os países. (…)”

Texto de Ana Esteves, Revista IOL Mãe (2011-11-03)

Apenas publiquei uma parte do artigo, fica aqui o link para quem quiser ler na íntegra (aconselho).

Pessoalmente desconfio sempre de todas as marcas de cosméticos, mesmo aquelas que dizem que são de uma linha natural. Neste momento só confio numa marca, não só porque de facto usa produtos naturais, como uma percentagem é de origem de agricultura biológica. Para além de que possui uma política ambiental muito correcta, trata-se de uma marca que tenta ser o mais ecológica possível, inclusive restituindo à Natureza aquilo que retira. Só tenho pena de não ser portuguesa, o que de certeza tornaria os preços dos produtos mais acessíveis. Para quem estiver interessado, falo da marca Urtekram! :)  

Em Lisboa sei que vendem nas lojas Miosótis e Brio; deixo aqui um link que poderá ser útil. :)

O Renascimento do Parto

O meu testemunho de Amamentação

Já há algum tempo que queria partilhar a minha história de Amamentação com as mães RM, mas tenho andado com preguiça de escrever. Porém agora senti o impulso para partilhar a minha vivência. :)

Como sabem o meu parto foi quase tudo aquilo que eu não desejei (sei que estou em falta pois ainda não terminei o testemunho, mas tudo chega na altura que deve chegar!). Sinto uma grande lacuna na minha vida por causa desse momento que deixou uma ferida na minha alma que ainda não cicatrizou. :(

No entanto estou plenamente realizada no que diz respeito à Amamentação, nisso sinto-me uma Mulher completa, orgulhosa, vitoriosa. :)

O meu filho veio para a maminha pela 1ª vez quando me encontrava no recobro depois do parto, penso que terá sido na 1ª hora de vida. Achava que ele estava a mamar, mas era novata e apesar de saber toda a teoria, na prática as coisas não eram tão perceptíveis. Coloquei-o várias vezes à mama ao longo do dia, ele abria a boquinha e ali ficava. Raramente chorava, aparentava estar bem, aliás eu SENTIA que ele estava bem! Mas andava intrigada com o facto de não me doer, tudo o que tinha lido sobre o assunto referia que nas primeiras vezes doía, ou que se sentia bem o leite a sair. E o que eu sentia eram apenas umas cóceguinhas! :)

Bom, não consigo lembrar-me de todos os pormenores (já passou mais de 1 ano), mas sei que o meu filho foi picado duas vezes para lhe medirem a glicémia. :( Uma enfermeira perguntou-me quando é que tinha sido a última vez que ele tinha mamado e eu já não me lembrava (não tinha relógio, nem andava a controlar as mamadas), arrisquei dizer há 4 ou 5 horas. Ficou logo stressada e a dizer que o bebé tinha que mamar de 3 em 3 horas. Eu pensei: “Mau, estou ou não estou num hospital amigo dos bebés?”. Lá sujeitou o meu filho a uma picada no pé, esta foi a 1ª vez, a 2ª foi no dia seguinte por outra enfermeira. :( Das duas vezes o meu filho estava óptimo, com a glicémia normalíssima, sem o menor vestígio de fome. Eu SABIA que o meu bebé tinha reservas suficientes, era isso que a minha intuição de Mãe me dizia! :)

No entanto eu queria ter a certeza de que estava a fazer as coisas bem e pedi para ir ao cantinho da Amamentação. E aí sim, encontrei enfermeiras que sabiam o mesmo que eu (amamentar em livre demanda sem horários), mas tinham algo que eu ainda não possuía: experiência! Ajudaram-me a colocar o meu filho na mama, a fazer a pega correctamente e pronto agora ele estava meeeeesmo a mamar, pois já sentia a tal dor de que estava à espera da 1ª vez e sentia sem qualquer dúvida o meu leitinho a sair. As enfermeiras falaram que ele tinha um óptimo reflexo de sucção, o meu menino sabia perfeitamente o que fazer, eu é que não tinha dado o jeito certo. ;)

Durante os restantes dias que estive na maternidade encontrei mais enfermeiras dispostas a ajudarem-me, senti que de um modo geral em relação à Amamentação a MAC tem bons profissionais. Só não gostei de saber que tinham dado ao meu filho o meu leite através de um biberão. Penso que por duas vezes o meu bebé foi para o berçário, eu sentia-me exausta (estava anémica) e aceitei que o levassem para tentar descansar. Ele nunca ficou por lá muito tempo e o berçário estava logo ali ao lado. Confesso que não descansei nada, o problema não era o meu filho e sim o barulho que as enfermeiras e as auxiliares faziam, o choro dos outros bebés, as portas abertas, as luzes ligadas… E depois claro, sentia o meu coração apertado quando ele não estava ao meu lado, ia lá espreitá-lo constantemente. :) Da 1ª vez deram-lhe o meu leite com uma seringa, da 2ª vez foi com o biberão, provavelmente alguma enfermeira que faltou à formação sobre Amamentação!

Ainda me recordo como foi tão tranquilizante para mim conversar com a enfermeira Flávia, quando se deu a descida do leite e as minhas mamas ficaram cheias, a transbordar do néctar divino. Eu parecia uma fonte, os meus seios pingavam. Toda eu era oxitocina! ;) Quando saí da maternidade ia muito segura e motivada em relação à Amamentação.

As duas primeiras semanas foram um pouco chatas, com os mamilos em ferida, principalmente o direito, tive que usar um mamilo de silicone para não me doer tanto (mas só mesmo durante uns dias). Apliquei lanolina, molhava os mamilos com o meu próprio leite e andava com as mamocas sempre de fora. ;)

Com o tempo deixei de ter gretas, quando o meu filho mamava eu continuava a sentir dor no mamilo direito mas acabei por me habituar, até que a partir dos 8/9 meses já não sentia desconforto nenhum. A minha mama direita ingurgitou por duas vezes, aos 4 meses e por volta dos 7 meses, apesar de não ter sido fácil consegui resolver a situação.

Durante os 3 primeiros meses de vida do meu filho não me livrei dos típicos comentários: “ele chora tanto, deve ter fome”, “podes não ter leite suficiente, é melhor comprar leite em pó”… Senti muita pressão por parte da família, mas nunca desisti, eu SENTIA que tinha leite suficiente, eu SABIA que o meu filho, apesar de chorão (hoje sei que tenho um bebé “high need”), não passava fome. O meu bebé nunca perdeu peso, nem durante as primeiras semanas a seguir ao parto, engordava normalmente e era óbvio que estava (e é) saudável. :)

O meu filho mamou em exclusivo até aos 6 meses, excepto durante uma semana aos 4 meses em que eu andava exausta, pois ele mamava com intervalos de 2 horas durante a noite, e decidi introduzir a sopa ao jantar com esperança que ele acordasse menos vezes para mamar. Não adiantou absolutamente nada! ;) Desisti e voltámos à Amamentação em exclusivo.

O meu bebé era um autêntico mamão, tive alturas em que desesperei, andava completamente sugada, físicamente e emocionalmente. Cheguei a dar de mamar de 40 em 40 minutos, durante a  noite!! Ele sempre fez intervalos pequenos entre as mamadas, mesmo já depois dos 6 meses. Quando o meu filho fez 1 ano estava tão exausta (até porque durante o dia cuidava dele sozinha), que ponderei fazer o desmame. Sentia que tinha chegado ao meu limite, estava a pesar 36 Kg! Tinha um bebé high need, sem ajuda durante o dia, não tinha ninguém para ficar com ele durante uma hora para poder “arejar a cabeça”. Fui intensivamente e exclusivamente Mãe! Mas o meu filho rejeitou qualquer leite que eu lhe desse, inclusive o biberão. Ele aceitava apenas o leitinho da mãe directamente da fonte. ;) Então deixei de insistir em algo que nem eu própria queria, pois tal como o meu bebé eu não estava preparada para fazer o desmame.

Adorava amamentar, sentia-me tão plena, completa, empoderada, Mulher, Mãe! Era com orgulho que amamentava o meu filho em locais públicos desde jardins, esplanadas, restaurantes, praia, aeroportos, avião… Sentia uma ligação muito especial com o meu bebé quando o amamentava e ele olhava para mim de uma forma tão ternurenta. :)  No entanto tenho tão poucas fotos a amamentar, na altura não nos lembramos de tirar e depois já pode ser tarde demais. :(

Um dia, tinha o meu filho 13 meses, ia dar-lhe de mamar ao início da tarde como fazíamos sempre, para ele dormir a sesta. Ele estava a “pedir-me” leitinho, mas quando colocava a boca na mama começava a chorar e não mamava. Foi assim a tarde toda, mal lanchou e eu sem saber o que fazer. À noite voltou tudo ao normal, jantou e mamou bem quando fui adormecê-lo. Ele andava um pouco congestionado do nariz e pensei que talvez tivesse sido por causa disso que não tinha conseguido mamar durante a tarde. No dia seguinte correu tudo normalmente e à noite também. Mas durante a madrugada, por volta das 5h, acordou a chorar. Eu sentia-me tão cansada, tinha a sensação de lhe ter dado de mamar há uma hora atrás. Lá lhe dei a maminha (constrangida confesso), mas ele continuava a chorar desalmadamente e não aceitava. Pedi ao meu marido que o levasse, já não aguentava mais ouvi-lo chorar e o nosso filho lá acalmou nos braços do pai.

De manhã estava pronta para lhe dar de mamar, mas o meu bebé recusava, eu insistia mas era óbvio que ele não queria. Curiosamente estava bem, não chorava e estava activo. Fui sempre tentando, sem perceber o que se passava com ele, cheguei a pensar que ele estava sentido comigo pelo que tinha acontecido de madrugada. Nós, Mães, sentimo-nos sempre culpadas! Ao longo do dia andou bem, feliz e irrequieto como ele já é naturalmente. :) De vez em quando deitava uma olhadela às minhas maminhas, eu oferecia mas ele apenas sorria. Cheguei ao fim do dia com as mamas tão cheias que já me sentia desconfortável. Tive de tirar leite com uma bomba manual que tinha em casa, aliviou-me um pouco, mas não sabia ao certo que quantidade tirar pois não queria estimular o meu corpo a produzir ainda mais leite.

Falei com uma amiga que me disse: “Parabéns querida, o teu bebé fez um desmame natural, por iniciativa dele, sem traumas, deves estar muito orgulhosa!”. Nem queria acreditar, foi aí que a “ficha caíu”, o meu bebé “high need” decidiu que não queria mais mamar, 3 dias antes de completar 14 meses?? Já estava mentalizada para amamentar durante 2 anos (no mínimo), pois pelo que lia dificilmente o meu filho iria desmamar antes dos 24 meses. Mas a Natureza é mesmo assim, fascinante, imprevisível e mostra-nos que na prática as coisas não acontecem exactamente como nos livros. ;)

Nessa noite acho que tive febre, sentia-me tão desconfortável, transpirei muito e acordei de manhã com as mamas quase a “explodir”! ;) Deitei-me na cama com o meu filho, tirei a parte de cima do pijama e pedi-lhe por favor que mamasse. O leite escorria e o meu bebé ria-se e fazia festinhas nas maminhas, chegou a colocar a boca, mas não mostrava interesse em mamar. :) Já não tinha dúvidas que o meu filho estava realmente a fazer o desmame. Segui o conselho da minha amiga e aluguei uma bomba eléctrica que foi a minha salvação. ;)

Confesso que não estava preparada para ser assim, tão repentino, eu achava que o desmame iria ser gradual. O meu bebé de quase 14 meses, até então continuava a mamar tanto como um recém-nascido – 6 a 8 vezes por dia! E de repente sentiu que tinha chegado o momento de deixar as maminhas da mãe. :( Emocionei-me várias vezes, sentia que estava a perder aquela ligação especial que ele só tinha comigo, mas é mesmo assim, temos de deixar os nossos filhos “voarem”. ;)

Ainda hoje “encho a boca toda” quando digo que amamentei o meu filho até quase aos 14 meses e que foi ele que escolheu parar de mamar. Foi ele que sentiu que tinha chegado o nosso momento, o dele de já não precisar do leite e da maminha da mãe e o meu de poder voltar a ter mais tempo para mim enquanto Mulher. ;)

De tudo aquilo que a Maternidade me tem proporcionado, sem dúvida que a Amamentação foi o mais gratificante para mim! Agradeço à Mãe Natureza por ter sido tão generosa comigo e claro ao meu marido, pois sem um companheiro 5* que me apoia incondicionalmente, amamentar “tanto” tempo teria sido impossível. :D

Divulgo

Formação de Doulas

Encontro Maternidade Natural

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“Nascer protegido”

“Dentro do útero, o bebé passa nove meses protegido pelo saco amniótico. Esta bolsa de água protege-o dos órgãos e ossos da mãe, de algum eventual embate, de infecções exteriores. É a casa perfeita para um corpo frágil em desenvolvimento. Mas não é só durante a gravidez que o saco amniótico exerce a sua função. No parto, continua a sua tarefa e protege o bebé dos músculos e das irregularidades da pélvis da mãe, amaciando a descida pelo apertado canal do útero. Às vezes, as membranas rompem-se pelo caminho, no meio do trabalho de parto, outras vezes acompanham o bebé até à saída da cabeça, festejando o acontecimento com uma cascata de água, e em raras ocasiões o saco amniótico mantém-se intacto até à expulsão total do bebé. Foi o que aconteceu com o Vicente, nascido a 27 de Dezembro de 2008.

Rita e Duarte, pais de Vicente, desejaram e planearam um parto em casa, para terem «mais conforto e privacidade». Acompanharam-nos uma parteira e uma doula. A primeira contracção, ainda leve, surgiu logo de manhã, mas o Vicente apenas nasceu à meia-noite. Foi um parto longo, mas que só deixou boas memórias aos pais. Quase perto do final, Rita lembra-se de a parteira dizer-lhe que o bebé vinha dentro da bolsa e que isso o iria ajudar a escorregar pelo canal vaginal. E assim foi. O Vicente «saiu disparado, como um foguete», nas palavras da mãe. «Não houve aquele momento de sair a cabeça e depois os ombros.» Após a expulsão, a parteira rasgou a bolsa de águas e o resto dos procedimentos foram todos normais. O pai ainda assistiu a esta espécie de desembrulhar do filho, mas quando chegou aos braços da mãe, Vicente já ia sem vestígios do saco amniótico. Rita confessa que não sabia que nascer dentro da bolsa era um fenómeno tão raro. A doula disse-lhe, na altura, que os bebés que nasciam dentro do saco amniótico eram considerados bebés especiais, mas Rita nunca aprofundou o tema e considera o filho especial, «como qualquer mãe babada».

Carla Silveira, a doula presente no nascimento do Vicente, confirma que segundo tradições antigas, pensava-se que estes bebés eram abençoados, sortudos, que estariam protegidos contra os afogamentos, havia até quem lhes atribuísse capacidades videntes. Não há dados que confirmem tais poderes, mas sabe-se, isso sim, que a bolsa de águas ajuda o bebé durante o parto. «Funciona como uma cama de água que o protege no caminho pelo canal vaginal», explica. O Vicente foi o único bebé que viu nascer dentro do saco amniótico: «Foi um parto mais lento, mas o bebé nasceu bem, cheio de vitalidade», descreve. Embora seja uma situação muito rara. Nos partos que acompanhou, sempre em casa, a bolsa rebentou, regra geral, no período expulsivo. (…)”

Texto de Patrícia Lamúrias

Revista PAIS & Filhos

24 Outubro 2011

“Erros de diagnóstico levam à interrupção de gravidezes saudáveis e desejadas”

Centenas de grávidas com embriões saudáveis recebem a cada ano o diagnóstico de perda gestacional ou gravidez anembrionária, quando afinal estava tudo bem. A maior parte acaba por interromper a gravidez e nunca chega a saber do erro.

Estima-se que no Reino Unido possam chegar a 400 por ano o número de diagnósticos errados de perda gestacional. Na maior parte dos casos, levam a um aborto provocado para «limpeza» do útero.

Números avançados pelo professor Tom Bourne, do Imperial College London, líder de um estudo que acompanhou mil mulheres grávidas a quem foi dito, na sequência de uma ecografia, que tinham perdido o bebé.

Podem ser várias as razões que levam ao erro de diagnóstico. Se uma grávida sofre uma hemorragia ou dores abdominais, nas primeiras semanas da gestação, os médicos avaliam, por meio de ecografia, o tamanho do saco embrionário, a existência ou não de embrião visível e o seu batimento cardíaco, relacionando tudo isso com o suposto tempo de gravidez. Em caso de dúvida – por vezes o embrião ainda não é visível nem audível o seu batimento cardíaco, mas pode estar lá – os médicos devem repetir o exame passados sete a dez dias. Nessa altura devem voltar a medir o saco embrionário e se este não tiver crescido então confirmam o diagnóstico de perda gestacional. Mas este método conduz a diagnósticos errados, pois há variações no crescimento do saco amniótico, nem todas as gravidezes evoluem da mesma forma e nem sempre os tamanhos do saco coincidem com o intervalo que vem nos manuais de obstetrícia. Sem que isso queira dizer que se está perante uma gravidez inviável.

Também as situações em que o embrião ainda não é visível em determinado tempo de gestação e com determinadas medidas de saco embrionário podem levar a diagnósticos de gravidez anembrionária (sem embrião) – mas o cálculo do tempo gestacional pode estar errado e o tamanho do saco ser atípico, podendo haver também nestes casos diagnósticos errados.

Os autores do estudo afirmam que é necessário fazer mais investigação e pedem que sejam criadas de imediato novas guidelines que permitam evitar diagnósticos errados e perdas de embriões saudáveis.

Os resultados deste estudo foram publicados no jornal Ultrasound in Obstetrics.”

Texto Ana Esteves

Revista IOL Mãe

2011-10-14

Assustador!!! Mas não me espanto, deixei de acreditar cegamente na medicina convencional. Então nesta área da gravidez, parto e maternidade que tem tanto de instinto e intuição… Fez-me relembrar um testemunho que li há algum tempo no blog Mamíferas.

É tão importante estarmos conectadas com a nossa Essência, o nosso Corpo, a nossa Natureza! Confiarmos mais em nós, na nossa energia feminina! :D