“Escapes de automóvel aumentam risco de parto prematuro”

“Grávidas que vivem nas grandes cidades têm mais probabilidades de entrar em trabalho de parto antes do final da gestação e de ter um bebé com baixo peso à nascença.

Devido à poluição, nascem mais bebés prematuros nas grandes cidades do que nas zonas rurais. Para uma grávida que viva numa cidade grande e poluída as probabilidades de ter um parto pré-termo são muito superiores, mais 30 por cento às que se verificam para uma grávida que habite numa cidade pequena ou no campo.

A origem desta diferença é a poluição, especialmente a que é provocada pelos fumos dos escapes de automóvel. São conclusões de um estudo realizado na Universidade da Califórnia, EUA, que analisou dados de 100 mil nascimentos e os relacionou com as concentrações de químicos existentes no ar registados por várias estações de controle na cidade de Los Angeles.

Os químicos designados por Hidrocarbonetos Aromáticos Policíclicos (PAH), são os que maior impacto negativo têm no desenvolvimento do bebé e no aumento do risco de nascimento prematuro.

Os investigadores adiantam ainda que no Inverno, as concentrações de químicos perigosos no ar é maior do que no Verão. Benzeno e partículas finas de fumos de óleo diesel são outras substâncias presentes no ar das grandes cidades que podem ter um efeito negativo no desenvolvimento do feto e aumentar o risco de parto pré-termo.”

Revista IOL Mãe

2011-10-13

“Bebés: estímulos a mais, canções de embalar a menos”

“Os bebés estão a ser sobre-estimulados pelos pais e por profissionais, seja na creche ou em actividades estruturadas fora de casa. Cantar para eles e simplesmente «estar junto» é o melhor que os pais podem dar-lhes.

Os bebés estão a ser demasiado estimulados o que afecta vários aspectos do seu desenvolvimento e bem-estar, incluindo a vinculação com os pais. Quem o diz é Sylvie Hétu, especialista em massagem infantil, que colabora no livro «Too much, too soon» (Demais, demasiado cedo – A Aprendizagem Precoce e a Erosão da Infância), acabado de lançar no Reino Unido. Preencher o tempo dos bebés com actividades estruturadas da adaptação ao meio aquático, passando pelo ioga, pela música ou pela ginástica é estimulá-los demasiado. Segundo Sylvie Hétu, o desenvolvimento das crianças é hoje estimulado desde o exterior com demasiada intervenção de profissionais quando o que os bebés precisam é apenas da presença calma dos pais, dos sons domésticos do dia-a-dia e de sentirem a companhia de alguém. E hoje precisam de ser protegidos de uma excessiva estimulação que pode mesmo condicionar a relação estabelecida com os pais. O toque e a voz humana são quanto basta para fazer um bebé feliz.

«Há bebés que têm agendas tão preenchidas como adultos», alerta Sylvie Hétu. Recuperar as velhas canções de embalar e lengalengas infantis é um conselho que dá aos pais. Muitos não cantam para os seus bebés, porque consideram que está fora de moda. Mas desde sempre, em todas as culturas, os pais cantam aos seus filhos e essa é uma forma inigualável de fortalecer laços.

Pôr um CD na aparelhagem não tem o mesmo efeito num bebé do que ouvir a sua mãe cantar para si. Mesmo que seja Mozart. Mesmo que se tenha esquecido da letra, entoe a melodia. Basta um la-la-la. E abrande o ritmo da estimulação. Aprender, descobrir o mundo, deve ser, para os bebés, um processo natural e espontâneo. Não force.”

Texto de Ana Esteves

Revista IOL Mãe

2011-09-27

“Um terço das crianças com menos de 10 anos têm telemóvel”

Foi um inquérito realizado no Reino Unido, mas fiquei incrédula! Será que é mesmo assim? E em Portugal? Nem quero imaginar que poderá andar perto destes números. :(
“Retrato da relação das famílias com a tecnologia no Reino Unido. Telemóvel cada vez mais cedo, de preferência com ligação à Internet.
Uma em cada dez crianças, com idades entre os quatro e os dez anos, têm um smartphone, com ligação à internet. E um em cada dez pais considera adequado que uma criança de quatro anos tenha o seu próprio telemóvel.
São resultados de um inquérito promovido pela Westcoastcloud*, que procurou apurar os meios tecnológicos de que as famílias britânicas dispõem.
Participaram duas mil famílias com crianças com idades abaixo dos dez anos.
- 17 por cento dos pais cederam na compra de um telemóvel para o filho quando deixaram de aguentar os pedidos constantes.
- 68 por cento dos pais dizem que decidiram dar o telemóvel ao filho para poderem comunicar com ele de forma mais imediata e assim controlá-lo melhor.
- 16 por cento das crianças têm o seu próprio computador portátil.
- 18 por cento têm uma televisão de ecrã plano no quarto.
- uma em cada 20 crianças têm um ipad.
- quase uma em cada dez crianças com dez anos ou menos têm uma conta numa rede social (quando a idade mínima no Facebook ou no MySpace é 13 anos).
- 15 por cento dos pais afirmam que os filhos usam regularmente o seu smartphone.
- Um terço das crianças que usam o telemóvel dos pais, fazem-no para navegar na Internet (ver vídeos no youtube, consultar e enviar emails, ou usar as redes sociais).
- Os pais inquiridos afirmam que os seus filhos com idades até aos dez anos passam cerca de três horas por semana a navegar na Internet, seja no computador ou no telemóvel.
- Metade dos pais não usa qualquer filtro ou sistema de segurança que bloqueie o acesso a conteúdos impróprios para crianças.
- 22 por cento têm discussões recorrentes com as crianças sobre o tempo que passam online.
* empresa fornecedora de serviços de segurança para a internet”
Revista IOL Mãe
2011-10-06

Recolha de sangue do cordão

Achei este artigo muito bom; publico apenas a parte que considero mais importante. Para quem pretende ler o artigo na íntegra fica aqui o link.

“OS RISCOS DA LAQUEAÇÃO PRECOCE DO CORDÃO
Mas para além do risco imediato as tais situações de insuficiência respiratória do bebé ou hemorragia da mãe – é sublinhado no alerta que fazem os especialistas britânicos que ao laquear e cortar o cordão imediatamente após o nascimento, o bebé é privado de uma quantidade de sangue significativa e importante pois contém oxigénio e nutrientes.

Este aspecto é, de resto, aquele que devia merecer maior atenção e reflexão por parte dos pais e dos profissionais de saúde, na opinião de Lúcia Leite, enfermeira obstetra que lidera a campanha «Pelo direito ao Parto Normal»: «A colheita de sangue do cordão implica uma laqueação precoce do cordão e os pais, tal como muitos profissionais, não têm consciência de que isso tem implicações na adaptação do bebé à vida extra-uterina», afirma.

«Só é valorizado o risco de vida, mas há outros aspectos que não sendo tão graves são importantes: se o bebé continua a receber o sangue da mãe através do cordão durante os primeiros minutos após o nascimento, pode fazer-se tranquilamente o contacto pele com pele que é tão importante e o bebé regulariza gradualmente a sua respiração. É um período fundamental e isso pode fazer a diferença entre um Índice de Apgar muito bom ou um Índice de Apgar que inspira algum cuidado», explica a especialista. «A múltipla oferta deste tipo de serviços de recolha e criopreservação das células estaminais e o marketing das empresas que é muito forte fazem com que os pais adiram a este processo, sem fazerem grande reflexão sobre as implicações para o bebé.

Lúcia Leite afirma que existe a indicação, por parte das empresas de criopreservação, para que a recolha seja feita o mais cedo possível após o parto. Claro que isto pode desviar a atenção de aspectos importantes e quebra-se um momento fundamental, pois se a laqueação é precoce, o bebé será levado logo para receber oxigénio. Se o cordão não for laqueado de imediato não existe essa pressa e o bebé poderá fazer o contacto com a mãe e ter um Apgar mais elevado.

Para esta especialista, tal como para o obstetra Daniel Pereira da Silva, a prioridade tem de ser dada ao bebé e à mãe e já lhe aconteceu protelar a recolha por considerar que é benéfico para o bebé. «Acabo sempre por conseguir fazê-la, mas nem sempre será nas melhores condições, e não sei se terá quantidade suficiente de células estaminais», acrescenta. Apesar de nunca lhe ter acontecido, tem conhecimento de um caso em que os pais processaram a enfermeira obstetra que acompanhou o nascimento do filho, por não ter feito a recolha de sangue do cordão.

Numa altura em que, estima Lúcia Leite, perto de metade dos pais optam por fazer a criopreservação, era importante que «tomassem consciência de que esta recolha é um favor que lhes fazemos. A nossa obrigação profissional é assegurar a saúde e bem-estar da mãe e do bebé e essa tem de ser a nossa prioridade».
Importante também é «que sejam informados e reflictam sobre o impacto que a laqueação precoce do cordão pode ter», remata.

SABIA QUE
- Existem recomendações para que os bebés com menos vitalidade sejam reanimados ainda ligados à mãe, pois dessa forma será mais fácil a sua recuperação?
- O sangue que o recém-nascido recebe através do cordão, após o nascimento, além de oxigénio, tão importante nesses primeiros minutos de vida, dá-lhe uma reserva de ferro para os primeiros meses de vida. Há muitos bebés que têm de tomar suplementos de ferro porque não o receberam.”

Texto de Ana Esteves

Revista IOL Mãe

2011-09-22

Acabei por não fazer a recolha de sangue do cordão umbilical, confesso que tinha pensado em doar ao banco público. Mas com tanta luta ao longo da gravidez para ter um parto respeitado, acabei tão desgastada emocionalmente que esse assunto ficou esquecido. O que não esqueço foi terem cortado logo o cordão que me ligava ao meu filho e terem-no levado. :(

“Local e tipo de parto condicionam riscos de asma e alergias para o bebé”

“Bebés nascidos no hospital, sobretudo os que nasceram através de cesariana, têm mais probabilidades de sofrer de asma, eczema ou alergias alimentares aos sete anos de idade. A culpa é das bactérias que primeiro entram em contacto com o organismo do recém-nascido.

A forma como o bebé nasce e o local onde o parto acontece podem ter impacto no desenvolvimento de alergias e asma mais tarde na vida. Investigadores da Universidade de Maastricht, na Holanda, descobriram que os bebés nascidos no hospital, e sobretudo os que nasceram através de cesariana, têm mais probabilidade de ter nos intestinos um certo tipo de bactérias. Essas bactérias estão directamente relacionadas com o aparecimento de alergias e asma.

Cerca de 2700 bebés foram envolvidos no estudo até completarem sete anos. Com um mês de vida, as suas fezes foram analisadas. Os investigadores procuraram a existência das bactérias Escherichia coli e Clostridium difficile.
Aos sete anos os pais responderam a um inquérito minucioso sobre a saúde das crianças e foram feitas análises ao sangue para avaliar indicadores de alergias.
A bactéria Clostridium difficile foi encontrada com mais frequência nas fezes dos bebés nascidos por cesariana. 43 por cento destes bebés tinham esta bactéria nos intestinos comparados com 27 por cento dos bebés nascidos por via vaginal no hospital e 19 por cento dos bebés nascidos em casa.
As primeiras bactérias que entram em contacto com os bebés que nascem por via vaginal são as bactérias existentes no organismo materno, ao passo que os bebés nascidos por cirurgia contactam em primeiro lugar com bactérias existentes nas superfícies do bloco operatório ou na pele dos profissionais de saúde.
Este primeiro contacto pode ser determinante, afirmam os investigadores, para a saúde futura. Ficou demonstrado que as crianças cujo intestino era povoado, no primeiro mês de vida, pela bactéria Clostridium difficile têm o dobro das probabilidades de sofrer de asma aos sete anos. Também têm mais probabilidade de desenvolver eczema ou intolerâncias alimentares. Já não é novidade, de resto, que os microorganismo que habitam o intestino têm um importante papel regulador do sistema imunitário.
Os autores do estudo não defendem que a sua descoberta seja determinante para a escolha do local do parto, mas consideram que este é um dado importante no estudo do aumento da incidência de alergias e asma nas novas gerações.”
Texto de Ana Esteves
Revista IOL Mãe
2011-10-03

“Separar meninos e meninas faz crescer preconceitos e sexismo”

“Sexismo e estereótipos de género são mais comuns em crianças que não convivem com o sexo oposto.

As crianças que frequentam escolas onde só há rapazes ou só há raparigas têm mais probabilidades de aceitar e veicular estereótipos de género. Ou seja, de virem a ser pessoas sexistas e preconceituosas relativamente ao sexo oposto.

Este tipo de educação tem efeitos negativos pois legitima o sexismo institucional. É a conclusão de um estudo realizado por investigadores de seis universidades americanas que analisaram dados de vários estudos anteriores relativos a esta questão.

Segundo os autores do estudo, não há evidências de que meninos e meninas aprendam de forma diferente, nem que os seus resultados sejam melhores quando separados. Além disso, os rapazes quando separados das raparigas tornam-se mais agressivos e revelam mais problemas de comportamento.

A troca de argumentos entre os defensores do ensino separado e das escolas mistas promete, assim, continuar. Para os autores deste novo estudo, publicado no jornal científico Science não há evidências de que o ensino separado tenha vantagens. Os bons resultados académicos, apontados por muitos, provavelmente devem-se mais à selecção rigorosa de alunos que é feita neste tipo de escolas do que propriamente ao facto de não poderem conviver com crianças do sexo oposto. Os efeitos negativos, pelo contrário, tornam-se evidentes. Não permitir que rapazes e raparigas trabalhem e estudem em conjunto é reforçar e enraizar preconceitos.”

Revista IOL Mãe

2011-09-28

Ainda no rescaldo da SMAM :)

“No início a criança dorme no meio da mamada. O João acorda no meio da noite pra mamar. Amamentar tem suas fases. As pessoas dizem que dói e eu nunca tinha ouvido falar disso, mas nos primeiros dias realmente dói, então tem que ter perseverença. Eu quis muito amamentar meu filho. Vou contar uma coisa, mamei até os 6 anos. Minha mãe amamentou por 12 anos, 6 anos eu, 6 minha irmã. Ela é uma mulher que nasceu para ser mãe. O meu filho tentarei dar de mamar até quando der, pelo menos até que complete um ano.” Taís Araújo – actriz brasileira

“Vocês têm noção do que é amamentar trigêmeos? Uma loucura maravilhosa! Amamentar é tudo! Não é fácil, tem que ter paciência e força de vontade, principalmente com prematuros que não sabem coordenar respiração, deglutição e sucção.” Isabella Fiorentino – apresentadora brasileira

‎”As pessoas dizem: «Ainda estás a amamentar, isso é tão generoso.» Generoso não! Fico com mais mamas e menos coxas! É uma espécie de lipoaspiração natural. Se pudesse, continuaria a amamentar toda a vida.” Helena Bonham Carter - actriz inglesa

“MAMAR É AMAR. AMAMENTAR… Esperei muito por esse momento… Hoje posso dizer que nem mesmo dentro da minha barriga senti o Kauai tão ligado a mim quanto nesse mágico momento de amamentar.” Daniele Suzuki – actriz brasileira

Divulgo

Círculo de Mães na Gravidez e no Pós-Parto

Feirinha Mamãs e Bebés

Vejam na página do blog RM no facebook! :D

“Mais dois hospitais Amigos dos Bebés”

“Tem hoje (20 de Setembro) lugar no Auditório da Maternidade Dr. Alfredo da Costa, em Lisboa, a conferência  «O Aleitamento Materno na Comunidade», organizada pelo Comité Português para a UNICEF e pela Comissão Nacional Iniciativa Hospitais Amigos dos Bebés, no âmbito da celebração anual da Semana do Aleitamento Materno que, em Portugal e vários outros países, decorre de 3 a 9 de Outubro.

Na sessão de encerramento, o Diretor-geral da Saúde, Francisco George, fará a entrega de dois Diplomas de Certificação «Hospital Amigo dos Bebés»: ao Hospital Pedro Hispano em Matosinhos e ao Hospital de São Bernardo em Setúbal, respectivamente o sétimo e oitavo Hospital Amigo dos Bebés existentes no nosso país. As unidades de saúde anteriormente certificadas são: Hospital Garcia de Orta em Almada (2005), a Maternidade Bissaya Barreto em Coimbra (2007), o Hospital do Barlavento Algarvio (2008), a Maternidade Júlio Dinis no Porto e a Maternidade Alfredo da Costa em Lisboa (2009) e o Hospital Fernando da Fonseca na Amadora (2010).”

Revista PAIS & Filhos

20 Setembro 2011

“A agressividade das mães que amamentam”

Mais um artigo interessante. A amamentação é realmente algo extraordinário! :)
“Respostas agressivas para auto-defesa e defesa das crias, observadas em muitos mamíferos, também existem nas mulheres. Uma dose de coragem extra parece ser mais uma vantagem da amamentação.

As mulheres que amamentam podem revelar o seu instinto de protecção com agressividade, tal como acontece com outras espécies de mamíferos, por exemplo os ursos. Esta reacção é conhecida por «defesa maternal» e é muito mais provável entre as mães que amamentam os seus bebé do que entre as que alimentam os filhos com biberão.
Um estudo realizado na Universidade da Califórnia, concluiu para além disso, que quando as mães têm reacções agressivas, as que amamentam mantêm a tensão arterial baixa, ao contrário do que acontece com as outras mulheres.
Ao que parece a amamentação reduz as respostas do organismo ao medo, dotando as mulheres de uma dose de coragem extra para se defenderem a si próprias e aos seus bebés. Este estudo sugere um novo benefício da amamentação que é o de dar às mães mais resistência aos múltiplos factores de stress a que estão sujeitas durante o primeiro ano de um filho.
O estudo foi publicado no jornal Psychological Science.”

Revista IOL Mãe
2011-09-02