“Parto normal a caminho de uma revolução de conceitos”
” “Pelo direito ao parto normal” é um projecto de promoção do parto natural “sem qualquer intervenção, mas assistido por profissional de saúde”, proposto por um vasto grupo de especialistas em saúde reprodutiva.
A indução do trabalho de parto (com recurso a medicamento ou ruptura de membranas), o uso de fórceps, ventosas ou anestesia geral ficam, segundo esta proposta, excluídos da classificação de parto normal, bem como o nascimento por cesariana.
A ruptura artificial de membranas só poderá ser incluída caso seja realizada sem o intuito de induzir o trabalho de parto.
O documento, a que a agência Lusa teve acesso, recomenda ainda que se evite a utilização por “rotina” de clisteres, a raspagem dos pelos púbicos, a aceleração do trabalho de parto e a restrição de alimentos e água, procedimentos comuns em maternidades portuguesas.
Os especialistas aconselham o apoio à liberdade de movimentos da mulher durante o trabalho de parto, o acesso a líquidos, como água, e possibilitar o contacto “pele a pele” do bebé com a mãe, mal este nasça.
Como prática promotora do parto normal, o documento sugere que não separem a mãe do recém-nascido para prestar cuidados de rotina.
“É um projecto que se propõe construir um consenso sobre conceitos, princípios e práticas promotoras do parto normal, entre os grupos profissionais directamente envolvidos na assistência ao parto, utilizando uma metodologia que inclui a perspectiva do cidadão”, refere o documento.
No documento, em que se revê todo o conceito e prática do parto normal, pretende alcançar-se um consenso e neste momento está a ser certificado pela Ordem dos Médicos, Ordem dos Enfermeiros e Direcção-Geral da Saúde, segundo fonte ligada ao processo.
Do grupo de peritos que subscreve o documento, encontram-se o presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia, Luís Graça, o também ginecologista e presidente do conselho de administração da Maternidade Alfredo da Costa, Jorge Branco, e Ana Campos, directora do serviço de Obstetrícia da mesma maternidade. “
Lusa
Jornal Público
25.04.2010
Aqui fica o site deste excelente projecto: Grupo pelo Direito ao Parto Normal.
Filed under: Parto Normal/Natural on Maio 12th, 2010





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No Peru as mulheres têm o direito a ter parto vertical, pois foi assim que sempre pariron, os obstetras peruanos tiveron que respeitar a cultura que existe no país, agora reconhecem que o parto vertical tem muitas vantagens, anatomicamente e fisiologicamente é melhor.
O ministerio de saúde no Perú também apoia o parto vertical.
Os médicos obstetras peruanos acham que é importante atender as mulheres grávidas e parturientes com respeito, dignidade, privacidade e humanidade ou seja se preocupam com a parturiente como se fosse seu próprio familiar.
Acho que o Peru é um exemplo de humanização do parto.
Mais uma vez obrigada pelo seu comentário Paula.
Por acaso não sabia que no Peru os próprios profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) eram a favor da humanização e respeito pelo parto. É uma pena que em Portugal ainda estejamos tão atrasados.