“Quero andar!”

Permanecer deitada durante a dilatação, sobretudo na fase inicial, torna o trabalho de parto mais demorado, prolongando-o aproximadamente uma hora.

Uma revisão de 21 estudos realizados nos últimos anos. A conclusão foi publicada no site da Cochrane Library, uma instituição científica sem fins lucrativos.

«Na maioria dos países em desenvolvimento, as mulheres permanecem em pé ou caminham durante as fases adiantadas do parto sem sofrer efeitos adversos», afirma a autora principal do estudo, Annemarie Lawrence, do instituto de saúde materno-infantil do hospital de Townsville em Queensland, na Austrália. Os dados mostram que «há benefícios e nenhum risco ao ficar erguida ou em movimento durante a primeira fase do parto». Por isso, recomenda que as mulheres se movimentem, escolhendo a posição que considerarem mais confortável e evitando ficar deitadas.

Mais um estudo a corroborar todas as evidências científicas que justificam a defesa da liberdade de movimentos durante o trabalho de parto. A gravidade e o facto de a mulher poder rodar e mexer a bacia, pôr-se de cócoras ou de gatas, ajudam o bebé a descer no canal de parto. Pelo contrário, a posição deitada (que só foi adoptada para facilitar a actuação médica), dificulta e prolonga o trabalho de parto.

Revista IOL Mãe
2009/04/23

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