“Rebentaram as águas. Tenho de ir já para o hospital?”
“A ruptura das membranas, vulgarmente conhecida por «águas rebentadas», significa que existe perda de líquido amniótico, quer seja uma perda controlada (pouca quantidade de cada vez), quer seja uma perda total. Esta pode ocorrer já durante o trabalho de parto activo, em fase de dilatação, ou apenas na expulsão. Mas também pode acontecer antes de o trabalho de parto ter início. É o que os médicos chamam ruptura prematura de membranas, que ocorre entre seis a 19 por cento das gravidezes de termo. A ruptura das membranas, apesar de poder ocorrer antes do trabalho de parto activo é, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), um «sinal de que aconteceu algo irreversível». Este sinal indica que o parto está para breve, seja o seu início espontâneo ou induzido.
«Numa gravidez de termo e de baixo risco, sem problemas associados, sendo o líquido claro, transparente e sem cheiro fétido, a grávida não precisa de ir logo para o hospital. Mas é preciso que ela saiba fazer essa avaliação», afirma Lúcia Leite.
Se tiver dúvidas, por exemplo em caso de pequenas perdas que a grávida não consegue identificar, deve ir ao hospital. «Mas depois da avaliação inicial e reunindo-se as condições enumeradas, ou seja não havendo sinal de infecção, estando o bebé com movimentos normais e a cabeça bem encaixada (que reduz o risco de prolapso do cordão), então a mulher poderia ser aconselhada a ir para casa, onde poderia deambular, alimentar-se e esperar calmamente o início do trabalho de parto», considera a especialista.
«O parto é uma explosão hormonal que depende muito de factores psicológicos. Sabemos que a ansiedade, o medo, um ambiente desconhecido e hostil podem comprometer o início natural do processo», lembra a especialista. «Ficar deitada, imobilizada, sem comer, num ambiente estranho não é promover o início espontâneo do parto. Em termos de práticas hospitalares, temos ignorado esses factores do ambiente, mas eles existem e têm grande influência. Devíamos pensar mais nisso», acrescenta.
Estudos mostraram que 86 por cento das mulheres com ruptura prematura de membranas entram espontaneamente em trabalho de parto nas 24 horas seguintes ao começo da perda de líquido. Está provado que à medida que aumenta o tempo entre a ruptura e o início do trabalho de parto, aumenta o risco de infecção materna e fetal, que pode ser reduzido através da indução.
Em Portugal espera-se 12 horas pelo início espontâneo do trabalho de parto, mas em alguns países essa espera vai até às 24 ou mesmo até às 48 horas.
A OMS, baseada em evidências científicas, recomenda que se aguarde 48 horas, sem observação vaginal, ou seja o «toque», e sem administração de antibióticos.
Mas há um ponto em que todos os estudos parecem ser consensuais: o risco de infecção aumenta sobretudo a partir das 24 horas depois da ruptura. E a observação vaginal (o toque) aumenta esse risco.“
Texto: Ana Esteves
Revista IOL Mãe
2009/05/28
Aconselho a lerem o artigo completo, é muito elucidativo.
Filed under: Ruptura da Bolsa on Junho 22nd, 2009





Cheiro fétido…agora fiquei com curiosidade..como é que é este cheiro? pode descrever (nem sei bem como) lol
Muito elucidativo. De facto porque razão não se fazem cumprir as directrizes da OMS? Será que também são moda?
Excelente Blog.
Sugestão: deviam disponibilizar feeds dos posts.
Liliana,
Gostaria de a poder ajudar, mas a verdade é que não sei.
Deduzo que seja um cheiro muito intenso e nada agradável; penso que no momento, a Liliana conseguiria perceber que o líquido amniótico não estaria normal.
MJ
Olá Carla!
Essa é uma pergunta bem pertinente, à qual não sei responder.
Também não entendo o porquê de não se cumprirem as recomendações da OMS.
Obrigada pelo seu comentário e terei em conta a sua sugestão.
MJ
Acabei de encontrar este blog..e veio mesmo a calhar! Bookmarked!
Carla, tmb cá estava a procurar o agregador.
Olá!
Biba45, bem-vinda!
Ninadesign, vou tratar disso.
MJ