Recomendações da OMS
Estas são algumas das recomendações da Organização Mundial de Saúde no atendimento ao parto normal. A informação completa encontra-se no site da HumPar; recomendo que leiam na íntegra!
“A) Condutas que são claramente úteis e que deveriam ser encorajadas
Plano individual determinando onde e por quem o parto será realizado, feito em conjunto com a mulher durante a gestação, e comunicado a seu marido/companheiro e, se aplicável, a sua família.
Respeito ao direito da mulher à privacidade no local do parto.
Não utilizar métodos invasivos nem métodos farmacológicos para alívio da dor durante o trabalho de parto e parto e sim métodos como massagem e técnicas de relaxamento.
Liberdade de posição e movimento durante o trabalho do parto.
Realizar precocemente contacto pele a pele, entre mãe e filho, dando apoio ao início da amamentação na primeira hora do pós-parto, conforme directrizes da OMS sobre o aleitamento materno.
B) Condutas claramente prejudiciais ou ineficazes e que deveriam ser eliminadas
Uso rotineiro de enema (clister).
Uso rotineiro de raspagem dos pelos púbicos.
Infusão intravenosa rotineira em trabalho de parto.
Uso rotineiro da posição supina (deitada) durante o trabalho de parto.
Administração de ocitócicos a qualquer hora antes do parto, de tal modo que o efeito delas não possa ser controlado.
C) Condutas utilizadas com insuficientes evidências que apoiem a sua clara recomendação e que devem ser utilizadas com precaução até a conclusão de novos estudos
Uso rotineiro de amniotomia precoce (romper a bolsa d’água) durante o início do trabalho de parto.
Pressão no fundo uterino durante o trabalho de parto e parto.
Manipulação activa do feto no momento de nascimento.
Utilização de ocitocina rotineira, tracção controlada do cordão ou combinação de ambas durante a dequitação (expulsão da placenta).
Clampeamento precoce do cordão umbilical.
D) Condutas frequentemente utilizadas de forma inapropriada
Exames vaginais frequentes e repetidos especialmente por mais de um prestador de serviços.
Cateterização da bexiga.
Estímulo para o puxo quando se diagnostica dilatação cervical completa ou quase completa, antes que a própria mulher sinta o puxo involuntário.
Parto operatório (cesariana).
Uso liberal ou rotineiro de episiotomia.”
Filed under: Recomendações da OMS para o Parto Normal on Maio 8th, 2009





Nunca mas nunca entendi a utilização de enemas! É tão degradante paraa Mulher. Infelizmente tive que passar por isso 2 vezes, e detestei.
Olá Ana!
Pois é, imagine a quantidade de mulheres (que tal como a Ana) tiveram que se sujeitar a um procedimento de rotina que a própria OMS afirma que é prejudicial ou ineficaz!
Bjs
MJ
Eu também acho incompreensivel! Mais incompreensivel ainda as Mulheres em geral não se revoltarem contra isto!
Carla,
Eu penso que a maioria das mulheres desconhece que existem certos procedimentos médicos, que não passam de rotina e em nada ajudam a parturiente.
Com este blog, espero chamar a atenção e informar as futuras mães do nosso país, para que façam escolhas de uma forma mais consciente.
MJ
Simplesmente lindo!
Ups! keria postar isto no video! l0l
Olá Andreia!
Fico contente por teres gostado. Do vídeo!
MJ
Cateterização da bexiga..meu deus que horror. Mas proque razão???? de facto.. muita coisa tem que mudar.
se n é recomendado pk é que estes procedimentos fazem parte dos procedimentos hospitalares. N entendo!!
Olá Fafa!
Essa é uma boa pergunta.
Alguns dos procedimentos médicos são apenas procedimentos de rotina e não foram pensados para cada caso individualmente.
Também é uma forma de tornar mais fácil o trabalho dos profissionais de saúde. Por exemplo, quando a mulher está deitada é mais fácil para o enfermeiro ou obstetra poder intervir.
Só que o ideal é que não se intervenha tanto, excepto quando é realmente necessário e infelizmente não é isso que acontece nos “nossos” hospitais.
O parto não é uma patologia; é um processo fisiológico.
MJ
Estouy 100% ao lado da MJ. Estes procedimentos foram feitos para tornar mais faceis os procedimentos médicos. Nada, mas NADA têm haver com a melhoria das condições da Mãe.
Fadinha03,
E é uma pena que assim seja; o problema da medicina convencional é que actua como se fossemos todos iguais, somos tratados “em série” e não como indivíduos únicos que somos.
Já para não falar que a medicina convencional esquece-se que o parto não é uma patologia!
MJ
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